O Ceará enfrenta um avanço significativo da dengue em 2026. Dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) mostram que, até a 26ª semana epidemiológica, encerrada no último dia 4 de julho, foram confirmados 5.347 casos da doença e 10 mortes, números que já superam todo o balanço registrado ao longo de 2025 quando o Estado contabilizou menos de cinco mil casos e três óbitos.
O crescimento também chama atenção pelo aumento das ocorrências graves. Em 2026, já são 27 casos classificados como dengue grave, contra apenas dez registrados durante todo o ano passado, reforçando o alerta das autoridades para a importância do diagnóstico precoce e do atendimento médico imediato diante dos primeiros sintomas.
Entre os municípios cearenses, Tianguá lidera o número de casos confirmados, com 660 registros. Logo atrás aparece Sobral, com 658 confirmações, enquanto Fortaleza ocupa a terceira posição, com 370 casos. O cenário indica uma maior concentração da circulação do vírus na região Norte do Estado.
Apesar da alta nos indicadores, a Sesa afirma que o Ceará não enfrenta um surto generalizado, mas sim transmissões localizadas em algumas regiões. As áreas de maior preocupação atualmente são Sobral, Vale do Jaguaribe e Litoral Leste, onde há maior circulação do vírus.
Outro fator que preocupa as autoridades é a circulação simultânea de diferentes sorotipos da dengue no Estado, situação que pode aumentar o risco de formas graves da doença, especialmente em pessoas que já tiveram infecção anterior.
Diante do cenário, a orientação é que a população intensifique as medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, eliminando recipientes com água parada, mantendo caixas d’água fechadas, limpando calhas e utilizando repelente sempre que possível.
Além disso, pessoas que apresentarem sintomas como febre alta, dores intensas no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, náuseas, vômitos persistentes ou dor abdominal devem procurar atendimento médico o quanto antes, reduzindo o risco de complicações.




