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Governo adia início de linha de crédito para motos e bicicletas de entregadores

A linha começaria a rodar na próxima segunda-feira (13), mas agora deverá iniciar no dia 27 de julho
Por UrbNews
Atualizado há 5 horas
Tempo de leitura: 2 mins
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Foto: Kiko Silva/Prefeitura de Fortaleza

O governo federal adiou o início das operações de financiamento da linha de crédito do programa Move Brasil voltada para aquisição de motos e bicicletas elétricas por entregadores. A linha começaria a rodar na próxima segunda-feira (13), mas agora deverá iniciar no dia 27 de julho.

“O ajuste no cronograma foi necessário para a finalização de testes tecnológicos e operacionais entre os sistemas envolvidos, com o objetivo de garantir segurança e estabilidade no atendimento aos trabalhadores”, diz comunicado do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) desta sexta-feira (10).

Entregadores cadastrados nas plataformas ou com registro em carteira há pelo menos seis meses poderão participar – o trabalhador de aplicativo também precisa ter completado cem corridas. A linha de crédito tem juro de 12,5% ao ano, carência de dois meses e valor médio de R$ 20 mil por CPF. O prazo é de 48 meses.

O governo não divulgou o valor total destinado à linha de financiamento, que terá recursos do FIIS (Fundo de Investimento em Infraestrutura Social), mas a Folha apurou à época do anúncio do programa, em junho, que devem ser cerca de R$ 4 bilhões. Os empréstimos terão garantia do FGO (Fundo de Garantia de Operações).

Braço do programa Move Brasil, a nova linha integra um pacote de bondades lançadas pelo governo federal em ano eleitoral, incluindo crédito para taxistas, motoristas de aplicativo, caminhoneiros, agronegócio, indústria e empresas exportadoras.

Assim como na linha para motoristas de aplicativo, os juros serão menores para entregadoras mulheres, com 11,5% ao ano. Também está prevista uma linha de financiamento para pessoas jurídicas, para expansão de infraestrutura de serviço de troca de bateria e sistemas de recarga de motos elétricas.

Embora o programa permita adquirir motos, motonetas e ciclomotores, o foco do governo ao elaborar o programa eram as motos de 160 cilindradas, que hoje respondem pela maior parte do mercado de motocicletas no Brasil, segundo apurou a reportagem.

O governo defende que o programa vai acelerar a descarbonização da frota de motocicletas no Brasil e aumentar a produtividade do segmento de entregas.

Com informações da Folhapress

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