A Igreja Católica celebra a partir deste domingo (29) a Semana Santa, que representa o ápice da fé cristã. Do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa, a Igreja percorre um dos momentos mais marcantes de sua liturgia, relembrando a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Durante a Quaresma, nos 40 dias que antecedem a Páscoa, os fiéis são convidados a viver uma profunda preparação espiritual. É um período dedicado a intensificar o jejum e as práticas de caridade, incentivando o abandono de antigos hábitos e a busca por uma verdadeira renovação interior diante de Deus.
Segundo o padre Jocenilton, formador no Seminário Arquidiocesano São José, a celebração é o ápice da espiritualidade e um convite a mergulhar profundamente no mistério redentor de Cristo. Para isso, ele orienta os fiéis sobre como vivenciar cada dia da Semana Santa, destacando seus significados e propósitos.
O Domingo de Ramos recorda a chegada de Jesus a Jerusalém, onde foi recebido com festa e ramos de palmeiras pela multidão, simbolizando sua humildade ao montar um jumentinho.
De segunda a quarta, todo o povo é recomendado a fazer meditações de piedade. “Meditação sobre as palavras de Jesus na Cruz, as dores da Virgem Maria e também do Ofício de Trevas, com os salmos mais penitenciais”, explica.
Na Quinta-feira, inicia o Tríduo Pascal com a Missa da Ceia do Senhor e o rito do lava-pés. Este momento convida os fiéis a mergulharem no mistério da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, celebrando o supremo gesto de serviço e amor de Cristo.
A Sexta-feira Santa é o dia mais importante da celebração, quando Cristo é crucificado. A memória do momento deve ser vivida com profundidade e silêncio, relembrando o sofrimento de Jesus.
“A sexta-feira, de modo especial, é um dia de oração, jejum e penitência, em recordação ao sofrimento de Cristo e da sua cruz, como quem caminha na expectativa da ressurreição, da Páscoa”, explica o pároco.
A recomendação da Igreja é o jejum e a abstinência de carne vermelha para vivenciar o sacrifício em união aos sofrimentos de Cristo. Segundo o padre Jocenilton, o jejum não exige a privação total de alimentos, mas propõe refeições fracionadas, permitindo-se apenas uma refeição completa ao dia.
O padre também esclarece que muitos mitos costumam circular nesse período, como a proibição de lavar o cabelo ou a recomendação de não sair de casa. No entanto, ele reforça que não há fundamentos religiosos para tais práticas.
No Sábado Santo, ao fim da tarde, acontece a Vigília Pascal com a bênção do fogo, proclamando que Cristo é a luz do mundo, o vencedor da morte e que irá ressuscitar para a vida eterna no domingo de Páscoa.
O Domingo de Páscoa reúne a alegria já iniciada na Vigília Pascal. O sepulcro está vazio e Cristo ressuscitou para a vida eterna.
Para os que desejam viajar, a recomendação é que unam o descanso à espiritualidade, aproveitando o tempo livre para momentos de oração e reflexão.
Padre Jocelio ressalta que o desejo de amar a Deus e viver em comunhão com o próximo deve ser o combustível para este tempo. Ele deseja que todos os frutos plantados nesta caminhada espiritual sejam colhidos ao longo de todo o ano.
“Toda penitência deve ter esse intuito, de nos fazer pessoas melhores, que amam a Deus e buscam amar e fazer o bem ao próximo”, concluiu.




