A vice-governadora do Ceará, Jade Romero (sem partido), afirmou que a declaração de apoio feita por Capitão Wagner, presidente da federação União Progressista no estado, teve caráter misógino. Wagner sugeriu que a vice-governadora teria sido utilizada por seu grupo político para pressionar a federação União Progressista a se alinhar à base do governador Elmano de Freitas (PT).
De acordo com Jade, o adversário tentou deslegitimar sua mudança de legenda ao afirmar que a decisão teria partido de uma determinação do ministro Camilo Santana, ignorando sua autonomia pessoal.
“Obviamente que irei permanecer na federação se ela estiver apoiando o nosso governador Elmano de Freitas, e essas decisões, diferentes do que eles quiseram dizer em tom de solidariedade, nada mais é do que misoginia”, afirmou a vice-governadora.
“Ali naquele momento, foi na verdade querendo dizer que a minha decisão foi manobrada por um homem”, esclarece Jade.
Na última semana, Jade Romero publicou um vídeo em suas redes sociais anunciando a saída do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e a intenção de se filiar à federação.
A declaração do ex-deputado Capitão Wagner ocorreu na última sexta-feira (27), durante uma coletiva na qual ele apresentou documentos para comprovar sua presidência da federação no estado. A liderança é reconhecida pelos presidentes nacionais do União Brasil e do Partido Progressista, Antonio Rueda e Ciro Nogueira.




