O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2026 movimenta a rotina de milhares de estudantes em todo o país. Há possibilidade de mudanças na estrutura da prova. Entretanto, o nível de concorrência tem levado os estudantes, desde sempre, a buscarem uma preparação com bastante antecedência e a adotarem estratégias de estudo mais organizadas.
Mesmo com a data incerta e sem a divulgação oficial no calendário, professores e alunos reforçam a relevância de manter um cronograma constante e consciente, capaz de equilibrar todas as áreas de conhecimento cobradas no exame: redação, linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática.
Mesmo sem a publicação do edital oficial, já é possível antecipar algumas mudanças, algumas já definidas, outras ainda em análise:
- Aproveitamento da melhor nota: no Sisu 2027, será considerada a maior pontuação obtida pelo candidato nas edições de 2024, 2025 ou 2026.
- Função avaliativa ampliada: o exame deixa de ser apenas uma porta de entrada para o ensino superior e passa a aferir de forma mais detalhada o aprendizado dos estudantes ao final do Ensino Médio.
- Expansão internacional: existem estudos para levar a aplicação da prova a países do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai, ampliando seu alcance.
Diante dessas possíveis mudanças, Cristiano Cardozo, coordenador da 3ª série do Colégio Master Sul, comentou sobre a preparação dos alunos para o ENEM 2026 e deu a dica: “Começar cedo e priorizar estratégias que desenvolvam autonomia e pensamento crítico”.
Ele também ressaltou o que considera importante dentro dessas estratégias: “simulados regulares, no formato do exame, para treinar tempo e adaptação aos testlets; prática constante de redação, explorando diferentes propostas e fortalecendo a argumentação; estudo interdisciplinar, conectando conteúdos de áreas distintas; leitura crítica diária de textos jornalísticos, científicos e literários; revisão ativa, com mapas mentais, flashcards e o uso de plataformas digitais que permitem acompanhamento individualizado”.
Cristiano ainda ressaltou que, nessa fase de preparação, “é fundamental o investimento em suporte emocional”. O coordenador também fala sobre quais são esses investimentos que as escolas devem oferecer: “Acolhimento psicológico e rodas de conversa, para lidar com ansiedade, o ambiente motivador, com palestras e depoimentos de ex-alunos. Gestão da ansiedade, por meio de técnicas de respiração, exercícios físicos e hábitos saudáveis e a comunicação transparente, para reduzir inseguranças e manter foco.”
Ferramentas e estratégias são importantes para o rendimento e progresso, pois auxiliam o estudante a se familiarizar com o estilo e as características da prova. Cristiano, por fim, destaca o preparo necessário: “Preparar-se significa desenvolver competências que vão além da sala de aula, formando cidadãos críticos e resilientes”, concluiu.




