A advogada argentina Agostina Páres, que foi presa em janeiro deste ano por cometer injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, no Rio de Janeiro, pagou o valor de aproximadamente R$ 97 mil determinado pela Justiça do Rio e retornou ao seu país nesta quarta-feira (2).
Na segunda-feira (30), o desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso na Oitava Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, expediu uma liminar determinando o cumprimento de condições para a advogada deixar o Brasil, entre elas o pagamento de uma caução equivalente a 60 salários mínimos, o que corresponde a R$ 97 mil.
Mesmo em solo argentino, o processo contra Agostina segue tramitando no Brasil e o valor pago por ela é uma garantia de que ela vai cumprir a pena imposta no Brasil. Atualmente, o processo segue para a fase de alegações finais da assistência de acusação e da defesa técnica, antes da sentença de mérito.
O valor pago pela advogada é metade do que a Promotora do Rio de Janeiro havia recomendado no julgamento de Agostina. No dia 24 de março, em audiência, o Ministério Público pediu que ela pagasse 10 anos de salário mínimo, o que equivale a cerca de R$ 194 mil, aos funcionários vítimas de injúria.
Relembre o caso
O crime cometido por Agostina aconteceu no dia 14 de janeiro deste ano, em um bar da Rua Vinicius de Moraes, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Na ocasião, a advogada discutiu com os funcionários do bar por uma provável cobrança indevida na conta da argentina.
Agostina usou termos pejorativos contra os funcionários e chamou um dos trabalhadores de momo, que significa macaco em espanhol. Além das agressões verbais, a argentina fez gestos imitando um macaco. O momento foi registrado em vídeo.




