A influenciadora Apoline, que é uma mulher trans, declarou, nesta segunda-feira (6), que não concorda com a nomeação da deputada Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
Na gravação, compartilhada por seu amigo Rico Melquiades, nas redes sociais, a humorista enfatiza a admiração por Erika, no entanto, não acha certo o papel que a parlamentar estaria assumindo.
“Não concordo. Primeiro, no mínimo, seria interessante se ela assumisse uma comissão que pudesse defender as mulheres trans, entendeu? Porque a gente sabe da realidade do Brasil […] Mas ela assumir um papel que não é um papel certo, pra mim não é. Pra mim não é. Adoro ela como pessoa. Só que, tipo assim, tem coisas que nós, mulheres trans, nunca vamos sentir”, pontuou Apoline.
A influenciadora digital usou as vivências biológicas, em especial as dores, de mulheres cis, que não são sentidas por mulheres trans para reforçar que Erika não estar no “papel” certo. Além disso, Apoline também pontuou que a parlamentar “jamais vai ser cis”.
“Tem papéis, que dá César o que é de César, tá tudo bem. O fato dela ser uma mulher trans, ou se ela fazer cirurgia, ou se ela não fizer, não significa que ela vai ser cis. Ela jamais vai ser cis. Eu jamais vou ser uma mulher cis. Então tem certas dores que nós, mulheres trans, sentimos que nenhuma mulher cis sente. Assim como as mulheres cis também”, disse a humorista.
A deputada Erika Hilton assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher no dia 11 de março deste ano, sendo a primeira mulher trans a ocupar esse cargo. “Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e das que lutam por sobrevivência e dignidade em todos os cantos deste país”, declarou Erika em seu discurso de posse.




