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Política

Silas Malafaia esbraveja contra Moraes após ministro condenar homem a 14 anos de prisão pelo 8/1

O pastor citou as penas dos condenados pelo 8 de janeiro e as comparou com manifestações protagonizadas pela esquerda que não foram consideradas tentativas de golpe
Por Iasmim Melquíades
Atualizado há 2 meses
Tempo de leitura: 4 mins
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Malafaia é investigado por coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e abolição violenta do estado democrático de direito. Foto: Reprodução/ Instagram @/silasmalafaia

O pastor Silas Malafaia fez uma série de declarações contra o ministro Alexandre de Moraes em um vídeo publicado em sua conta no Instagram. No registro, o homem acusa o ministro do Supremo de ser injusto e maldoso ao dar penas muito altas para os condenados do 8 de janeiro. O pronunciamento foi publicado nesta quinta-feira (9). 

No início do vídeo, o pastor questiona o caráter profissional do grupo que integra o Supremo Tribunal Federal: “Qualquer brasileiro honesto de caráter, independente de vertente ideológica, fica indignado com o que está acontecendo na nossa nação. Onde chegou o Supremo Tribunal Federal? A injustiça e a maldade de Alexandre de Moraes e da sua turma”. 

Silas cita, em específico, o caso do empresário catarinense Alcides Hahn que doou R$ 500 para um ônibus fretado, que tinha como destino o 8 de janeiro, e foi condenado pelo STF a 14 anos de prisão. “Isso aí foi montado, essa safadeza, essa bandidagem foi montada para perseguir a direita”, afirma e continua: “O mundo inteiro sabe, qualquer especialista, qualquer político sabe que golpe se faz com o poder de armas. Não existe golpe com manifestação”. 

O homem compara as penas de 14, 15 ou mais anos com a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, que teria recebido R$ 80 milhões do Banco Master e que nenhuma punição foi aplicada. Ele continua o vídeo afirmando que não ficará calado diante da “corrupção declarada”. “Perseguição religiosa. Maldade desse cara! Eu não tenho medo de ditador e de corrupto. Eu não tenho medo, aconteça o que acontecer. Isso é uma vergonha, isso é uma afronta ao povo brasileiro. Como é que um cara desse ainda está numa cadeira do Supremo Tribunal Federal, julgando? Tinha que ser afastado”, declarou.

Ao longo do vídeo, Malafaia também cita casos de manifestações da esquerda que, segundo ele, tinham o mesmo objetivo do 8 de janeiro, mas não foram consideradas tentativas de golpe. Os casos, em questão, são uma marcha do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) que aconteceu em fevereiro de 2014 e acabou em conflito entre os manifestantes e policiais militares, deixando 30 PMs e 2 manifestantes feridos. Um outro caso citado aconteceu em 2017, quando todos os prédios da Esplanada dos Ministérios precisaram ser evacuados após manifestantes colocarem fogo nos ministérios da Agricultura, da Cultura e da Fazenda. 

Ele termina o vídeo convocando os políticos, a imprensa e o povo brasileiro a não ficarem calados diante das injustiças: “Eu não posso me calar, só me resta uma coisa: Deus, em nome de Jesus, manifesta a tua justiça e o teu juízo sobre esses homens maus”. 

Malafaia na mira do Supremo

Durante o vídeo, Silas também relembra o episódio em que o ministro Alexandre de Moraes autorizou busca e apreensão e a imposição de medidas cautelares contra ele. Malafaia é investigado por coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e abolição violenta do estado democrático de direito. Segundo ele, isso se caracteriza como perseguição religiosa. 

Essas medidas são consequências de uma apresentação de provas da PF acerca de mensagens trocadas entre o pastor e o ex-presidente da república Jair Bolsonaro, onde as duas figuras discutiram condicionar a suspensão de tarifas impostas pelos Estados Unidos à concessão de anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. 

Além da busca e apreensão, Moraes também determinou a proibição de contato com outros investigados (incluindo Jair e Eduardo Bolsonaro), entrega de passaportes e proibição de deixar o país, quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico e depoimento à Polícia Federal.

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