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Empresários debatem efeitos da Reforma Tributária durante encontro em Fortaleza

Conecta Negócios e Lessa e Lima promovem evento que reúne lideranças para analisar impactos em preços, margens e competitividade a partir de 2026
Por Maria Clara Cardoso
Atualizado há 17 horas
Tempo de leitura: 4 mins
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Foto: Divulgação

Diante das mudanças no sistema tributário brasileiro, empresários e gestores participaram, na última quinta-feira (30), de um encontro voltado à análise dos efeitos práticos da Reforma Tributária nos resultados das empresas. Realizado durante o Conecta Executive, iniciativa da Conecta Negócios e Contabilidade em parceria com o escritório jurídico Lessa e Lima Associados, o evento reuniu lideranças empresariais interessadas em compreender como as novas regras devem influenciar decisões estratégicas nos próximos anos.

A discussão girou em torno de um dos temas mais relevantes para o ambiente de negócios: a alteração na lógica de tributação sobre o consumo e seus impactos diretos nas operações. Durante a apresentação, o diretor executivo da Conecta, Adolfo Ciriaco, ressaltou que a Reforma Tributária promove uma mudança estrutural nas organizações, ultrapassando a simples análise sobre aumento ou redução de impostos.

“A reforma não é sobre pagar mais ou menos imposto. É sobre quem vai ganhar mercado e quem vai perder margem”, afirmou.

De acordo com o conteúdo apresentado, a nova dinâmica afeta diretamente o desempenho das empresas, influenciando a formação de preços, a rentabilidade, a competitividade e a gestão da cadeia de fornecedores. O tributo deixa de ser apenas uma obrigação fiscal e passa a ter papel estratégico nas decisões operacionais e comerciais. Nesse cenário, o relacionamento com fornecedores se torna ainda mais relevante, exigindo atenção à conformidade fiscal, à qualidade das informações e à capacidade de geração de créditos, fatores que impactam o custo real das operações e a preservação da margem.

Entre os principais pontos abordados está a substituição do modelo atual por um sistema baseado nos tributos IBS (de competência estadual e municipal) e CBS (federal), com incidência no destino, ou seja, no local de consumo em vez da origem. Essa mudança tende a reduzir a chamada “guerra fiscal” entre estados e direciona a competição empresarial para a eficiência operacional, e não mais para incentivos tributários.

Outro destaque foi a nova lógica de não cumulatividade, que amplia a relevância da gestão da cadeia de fornecedores. No novo modelo, a qualidade das informações fiscais passa a influenciar diretamente o aproveitamento de créditos tributários e, consequentemente, a margem das empresas. Isso torna as decisões de compra e o relacionamento com fornecedores ainda mais estratégicos.

A precificação também deve passar por transformações significativas. Com maior transparência na composição dos tributos, as empresas precisarão adotar mais precisão na definição de preços, integrando dados sobre créditos, regimes tributários e estrutura de custos. Além disso, o período de transição pode gerar impactos no fluxo de caixa, especialmente devido ao intervalo entre o pagamento dos tributos e a recuperação dos créditos fiscais.

“Sem simulação, a empresa decide no escuro. Com dados, preço, margem e caixa passam a ser decisões estratégicas”, reforçou Ciriaco.

Durante o encontro, também foi destacado que os efeitos da reforma não ocorrerão de maneira uniforme entre os setores. Empresas com cadeias estruturadas, maior controle fiscal e capacidade analítica tendem a se adaptar mais rapidamente, enquanto organizações menos estruturadas podem enfrentar maior pressão sobre custos e margens.

O cronograma de implementação das novas regras foi outro ponto de atenção. Segundo o modelo apresentado, 2026 funcionará como um período de testes, com alíquotas iniciais reduzidas, CBS de 0,9% e IBS de 0,1%, permitindo que as empresas ajustem processos, sistemas e estratégias antes da consolidação do novo modelo. Para os especialistas, essa fase representa uma oportunidade estratégica de adaptação.

“Quem usa a fase de teste para simular margem, crédito e caixa chega mais preparado às próximas etapas”, destacou.

A realização do Conecta Executive evidencia a crescente busca por informação qualificada no meio empresarial diante das mudanças tributárias. A parceria entre Conecta e Lessa e Lima Associados reforça a importância da integração entre especialistas e empresas para embasar decisões mais seguras em um cenário de transformação econômica.

Sobre a Conecta Negócios e Contabilidade

A Conecta Negócios e Contabilidade atua nacionalmente como consultoria especializada em gestão e contabilidade, apoiando empresas na organização e tomada de decisão orientada por dados, com soluções que incluem contabilidade, controladoria, BPO financeiro e inteligência tributária.

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