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Política

Lula conversa com Trump na Casa Branca, a portas fechadas, por mais de 1 hora

Esta é a sexta visita do petista à sede do governo americano, sendo a primeira vez com Trump
Por UrbNews
Atualizado há 1 hora
Tempo de leitura: 4 mins
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Para prolongar a reunião a portas fechadas, a delegação brasileira pediu para que a imprensa entrasse no Salão Oval apenas no final da conversa. Foto: Reprodução/Instagram @lulaoficial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está reunido com o homólogo americano, Donald Trump, na Casa Branca.

Os líderes se encontraram às 12h21 (Brasília) desta quinta-feira (7) e conversaram por cerca de uma hora e 20 minutos. O cronograma previa início às 12h e, na sequência, haveria um período reservado para fala dos líderes com a imprensa. O protocolo, porém, foi alterado.

Além de a reunião a portas fechadas ter sido alongada, eles seguiram diretamente para um almoço, sem falar com jornalistas até o momento.

Esta é a sexta visita do petista à sede do governo americano, sendo a primeira sob Trump. Em mandatos anteriores, Lula visitou a Casa Branca em 2002 – ainda como eleito, antes de assumir o cargo -, 2003 e 2008, em encontros com o então presidente George Bush. Em seguida, em 2009, encontrou Barack Obama e, já em seu terceiro mandato, o brasileiro foi recebido por Joe Biden, em 2023.

Lula chega ao encontro com o republicano com duas principais demandas. Entre elas, o objetivo de apresentar um acordo para combater o crime organizado e também para discutir questões relacionadas a tarifas.

O presidente está acompanhado por cinco ministros: Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César Lima e Silva (Justiça), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). O diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também participa da comitiva, mas não está presente na reunião do Salão Oval.

Trump, por sua vez, está acompanhado de J. D. Vance, seu vice, além de Susie Wiles, chefe de gabinete, Howard Lutnick, secretário do Comércio, Scott Bessent, do Tesouro, e Jamieson Greer, representante comercial dos EUA.

Para prolongar a reunião a portas fechadas, a delegação brasileira pediu para que a imprensa entrasse no Salão Oval apenas no final da conversa, uma mudança de protocolo em relação a outras visitas no local.

O pedido vem após desconforto de Lula com a presença de jornalistas desde o começo da conversa que teve com Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, em outubro de 2025. Na visão do brasileiro, isso atrapalhou o andamento daquela reunião.

O encontro no Salão Oval estava previsto no cerimonial por um período breve. Às 12h45 (horário de Brasília), segundo o cronograma inicial, os presidentes já deveriam estar em almoço. No entanto, a reunião a portas fechadas se alongou, e a agenda foi novamente alterada.

Por volta de 13h45, Lula, Trump e suas respectivas comitivas seguiram para almoço. Ou seja, a reunião reservada durou cerca de uma hora e 20 minutos, e a fala à imprensa, esperada antes da refeição, foi pulada.

A proposta brasileira para cooperação em segurança pública inclui colaboração no combate ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

A busca pelo acordo acontece enquanto o governo Trump estuda designar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como terroristas.

O Brasil trabalha para evitar a designação. Na visão do governo Lula, o rótulo abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro. O governo teme ainda a exploração política do tema pelos bolsonaristas durante a campanha eleitoral.

No entanto, não é esperado que seja firmado um acordo na visita. Há uma avaliação por parte de fontes próximas a Lula que, apesar do espectro político em que ambos estão, todas as promessas de Trump sobre conversas e encontros foram cumpridas.

Além disso, na pauta do encontro estarão as investigações da seção 301 que o governo Trump abriu contra o Brasil e podem resultar em sanções e tarifas contra o país. Do lado americano, os temas prioritários devem ser a exploração de minerais críticos no Brasil e a atuação das big tech americanas no país.

Com informações de Isabella Menon, da Folhapress 

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