A cantora e influenciadora Jojo Todynho marcou presença no debate público da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, intitulado “A história que não te contaram”, que teve como objetivo debater e celebrar a Lei Áurea. A sessão aconteceu nesta quarta-feira (13), e foi presidida pelo vereador Renato Satiê, presidente do Partido Liberal Jovem, da capital carioca.
Em seu discurso, Jojo ressaltou sua caminhada como uma mulher negra e afirmou que uma narrativa vitimista, direcionada ao povo negro, tem sido construída durante anos.
“Essa noite não fala apenas sobre passado, fala sobre memória, fala sobre coragem e principalmente sobre a história que não te contaram. Existe uma narrativa muito confortável sendo repetida há anos no Brasil, uma narrativa que tenta convencer o povo negro que ele nasceu condenado ao ressentimento, à revolta permanente e ao papel de vítima eterna”, disse Jordana.
Com o objetivo de inspirar meninas jovens negras, a cantora relembra sua história e alerta para que as jovens não se deixem ser limitadas pela sua origem: “Eu trabalhei como faxineira, camelô, babá, cuidadora de idoso, vendi picolé no trem e em nenhum momento alguém bateu na minha porta prometendo facilidades ou perguntando se eu estava precisando de algo. Então, não dite quem eu sou”.
Jojo deixou claro seu posicionamento sobre defender suas opiniões na internet, afirmando não se intimidar pelas críticas. “Quem não está preocupado em ser aceito ou vender discurso para ser abraçado, vai tomar pancada, mas eu estou pronta para qualquer pancada que o mundo possa me dar”, afirmou.
A influenciadora compartilhou com os presentes na sessão que está concluindo o curso de direito para realizar o sonho de participar de um concurso para ser delegada. E ressaltou a postura firme de não deixar ser moldada pela opinião da sociedade.
“Os brasileiros tem uma mania muito feia de querer diminuir a sua luta, a sua vivência, pelo seu posicionamento. Talvez o que eu vou falar aqui choque vocês, mas partido político não fez quem eu sou e não me deu o que eu tenho. Foi a minha luta diária que mudou o meu destino. Então não me diminua, não tente me silenciar porque será impossível”, concluiu.
No início do debate, Jordana foi presenteada pelo vereador Renato com um buquê de flores e uma cópia do documento da Lei Áurea assinado emoldurado em um quadro dourado.




