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Empreendedorismo

Mercado ajusta projeções econômicas com previsão maior para o PIB

Números da inflação estão em alta há 11 semanas; PIB pode crescer até 1,89% em 2026
Por Bárbara Mirele
Atualizado há 5 dias
Tempo de leitura: 2 mins
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Lançado na última segunda-feira (25), o Boletim Focus ajustou a projeção da inflação para 2026, subindo para 5,04%.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil subiu de 1,85% para 1,89%, em 2026. Há quatro semanas, a projeção era 0,4% menor.

Para o ano de 2027, a estimativa caiu de 1,77% para 1,70%. Em 2028, a projeção permaneceu em 2,0% pela 115ª semana seguida. Para 2029, a expectativa também continuou em 2,0%, acumulando 62 semanas de estabilidade.

Os números estão em alta há 11 semanas, desde o início da guerra entre os Estados Unidos (EUA) e Irã.

O estudo, feito pelo BCB, resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação.

O Focus traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Especialista explica alta de números e projeções para 2027

Para o gerente de investimentos da Sicredi Veredas, Anderson Ferreira, CEA, CFP®, a 11ª alta consecutiva reforça a percepção de que o processo de desinflação segue mais lento do que o esperado pelo mercado.

“A expectativa para o PIB de 2026 avançou de 1,85% para 1,89%, indicando que a economia brasileira continua resiliente mesmo em um ambiente de juros elevados, enquanto a projeção para 2027 recuou de 1,77% para 1,70%”, explica.

No câmbio, a projeção do dólar caiu de R$ 5,20 para R$ 5,17 em 2026 e de R$ 5,27 para R$ 5,26 em 2027.

Conforme Anderson, isso reflete um cenário externo “menos pressionado” e o diferencial elevado de juros no Brasil.

A Selic foi mantida em 13,25% para 2026 e em 11,25% para 2027. Conforme o gerente de vendas da Sicredi Veredas, os números reforçam a expectativa de juros altos por mais tempo diante da “persistência inflacionária e da atividade econômica ainda aquecida”.

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