O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, foi definido como relator de três ações que tratam do caso Master e do filme “Dark Horse”, na qual conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Kassio Nunes Marques foi sorteado como relator dos processos depois de ter publicado uma resolução na qual o designa, ao lado dos ministros André Mendonça e Estela Aranha, como responsável pelas ações sobre propaganda eleitoral que chegarem à corte durante o pleito deste ano.
Um dos casos é referente à contestação do Partido Liberal (PL) contra a pesquisa do instituto AtlasIntel, que foi divulgada no dia 19 de maio. De acordo com a sigla, uma das perguntas da pesquisa teria influenciado negativamente os entrevistados ao incluir a reprodução do áudio de uma conversa entre o pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O outro processo em que Kassio será relator diz respeito à solicitação do deputado Rogério Correia (PT-MG), feita ao TSE, para barrar a exibição do filme “Dark Horse”, que faz homenagem ao ex-presidente condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado. O parlamentar argumenta que o longa pode causar um “efeito eleitoral abusivo”, impactando diretamente na dispulta eleitoral de 2026.
Já no terceiro processo, o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) pede a abertura de uma investigação com o objetivo de apurar possíveis irregularidades, como abuso de poder econômico e político, acerca do financiamento da cinebiografia de Bolsonaro.
Segundo Arlindo, o documentário impactará nas eleições e poderá causar um desequilíbrio na disputa presidencial.




