A Organização Mundial da Saúde (OMS), através de pesquisadores da USP e do Instituto de Pesca de São Paulo identificaram pela primeira vez a bactéria Citrobacter telavivensis, que foi classificada pelo órgão como prioridade crítica em relação à resistência de antibióticos, em ostras brasileiras.
A superbactéria foi encontrada em ostras compradas em mercados de São Paulo e Santa Catarina, e teriam sido reprovadas nos testes de inspeção sanitárias. O principal ponto de preocupação dos pesquisadores está na capacidade de resistência a antibióticos, ou seja, ela pode acarretar infecções incuráveis.
Além disso, foram identificadas outras bactérias resistentes a medicamentos e concentrações elevadas de arsênio. Essa resistência a medicamentos já é considerada uma das dez principais ameaças à saúde global. A OMS alerta que, sem medidas efetivas, as superbactérias podem causar milhões de mortes nas próximas décadas.
Especialistas alertam que ampliações de monitoramento da resistência antimicrobiana para produtos da pesca e da aquicultura, atualização de protocolos inspeção sanitária, entre outras medidas, são necessárias para melhoria da segurança da saúde mundial.

