A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia comentou sobre as trocas de conversas com taxistas e sobre críticas que foram feitas a ela e à Corte em entrevista à Andréia Sadi, no podcast POD_i, da Globonews, na última segunda-feira (8).
Ao entrar nos carros, Cármen fala que recebe diversas críticas, muitas vezes nem relacionada ao STF, mas ao sistema judicial no geral. “O Supremo hoje representa também muito o poder judiciário”, justificou.
“Meus amigos taxistas me ensinam muito, tudo que eles falam comigo. E eles todos conversam naturalmente, opinam naturalmente. Me chamam de Carmen. E alguns eu mal entro no táxi, e minha mãe te detesta. E aí ele conta por quê, porque era de alguma coisa, que às vezes não é do Supremo”, destacou a ministra.
A ministra ressalta que, para ela, é muito importante a conversa com o povo brasileiro para saber a percepção que estão tendo tanto dela própria quanto do Supremo. “Este contato humano é essencial. E aí nós estamos sujeitos a críticas. Não há ninguém que não esteja, principalmente nos cargos que são do povo”, pontuou.
“O povo tem essa percepção, e a gente é muito questionado por isso em todo lugar. E isto é uma sinalização muito conveniente do que é seguir o nosso trabalho e, portanto, dos cuidados que nós temos mesmo que ter de não ficarmos ausentes.
O que não significa nem a vulgarização da presença dos juízes, em geral, que nos inclui, nem que nós vamos decidir segundo o que a gente escuta”, comentou.
Cármen também pontua que os juízes, em geral, precisam “ouvir, prestar atenção, explicar o que der para explicar também”, pois “essa pessoa [taxitas] é um multiplicador de informação”.
“A ideia que se tem, talvez nós tenhamos que comunicar melhor com a sociedade isso, não caímos do céu, não saímos do inferno. Nada. Quem está nesses cargos são pessoas como todo mundo, trabalhando”, ressaltou a ministra.




