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Departamento de Estado dos EUA afirma ser “manipulação jurídica” condenação de Eduardo Bolsonaro

Ex-deputado foi condenado no Supremo Tribunal Federal por coagir e articular sanções dos Estados Unidos contra o Brasil
Por Cíntia Duarte
Atualizado há 4 horas
Tempo de leitura: 2 mins
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Na última quarta-feira (17), o presidente americano Donald Trump mencionou o Brasil ao ser questionado sobre sua relação com Lula. Foto: Flickr/The White House; Eduardo Bolsonaro

O Departamento de Estado dos EUA reagiu à condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmando ser “perseguição e manipulação jurídica”. O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto na última terça-feira (16), com decisão unânime. 

De acordo com a decisão, o STF apontou que Eduardo tentou coagir os magistrados e articulou sanções dos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de atrapalhar o julgamento por golpe de Estado por Jair Bolsonaro.

“Este é o mais recente exemplo de perseguição e manipulação jurídica por parte dos tribunais brasileiros contra a oposição política. Os debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, não por condenações”, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, sobre o caso.

Na última quarta-feira (17), o presidente americano Donald Trump mencionou o Brasil ao ser questionado sobre sua relação com Lula.  Na ocasião, o líder dos EUA demonstrou ter confundido os filhos de Jair Bolsonaro, Flávio e Eduardo.

“Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas. Prenderam ele, ou querem prender ele”, declarou Trump. 

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, do STF, validou a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo Bolsonaro. Segundo o magistrado, existem provas suficientes de que o parlamentar cometeu o crime de coação no curso do processo. 

A acusação aponta que o ex-deputado articulou com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, uma série de ações para gerar instabilidade e temor no Brasil. O parlamentar teria feito ameaças e projetado retaliações internacionais direcionadas contra ministros do STF e o próprio país.

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