O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente de seu principal adversário na corrida para a Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL), na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º). Os dados foram colhidos pouco após a crise envolvendo o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e mostram os efeitos do episódio sobre a candidatura de Flávio.
O petista aparece com 46,3% das intenções no primeiro turno, contra 36,6% de Flávio – uma diferença de quase dez pontos percentuais. Esse resultado é o dobro do previsto na última pesquisa de abril. Vale lembrar que a pesquisa de maio teve sua divulgação proibida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – decisão que ainda passará por nova análise no plenário – e já mostrava uma diferença de 44% de Lula ante 39% do candidato bolsonarista.
Lula também mantém vantagem sobre Flávio na simulação de segundo turno. Em abril, os dois apareciam numericamente empatados, com 48% das intenções de voto cada. No levantamento mais recente, o presidente alcança 48,8%, enquanto o senador registra 42,3%.
A pesquisa divulgada nesta quarta foi a primeira a captar os possíveis reflexos da crise envolvendo a família Bolsonaro e a articulação da oposição após a divulgação de um vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), na última quarta-feira (24).
O mesmo levantamento mostra Renan Santos com 7,8% das intenções de voto, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%; Romeu Zema (Novo), com 2%; Joaquim Barbosa, com 1%, e Aécio Neves (PSDB), com 0,7%.
Desabafo nas redes e saída de Michelle do PL Mulher
Um vídeo publicado por Michelle nas redes sociais no último dia 24 de junho expôs o atrito entre ela e o enteado, Flávio Bolsonaro. No centro da crise familiar e partidária estão as divergências sobre as alianças políticas no Ceará e o apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Estado.
Na ocasião, a ex-primeira-dama afirmou ter sido desrespeitada politicamente e maltratada como mulher pelo enteado.
Poucos dias depois, nesta terça-feira (30), Michelle anunciou que deixaria a presidência do PL Mulher após uma conversa com a cúpula nacional do partido. A decisão levantou dúvidas sobre o papel que ela deverá desempenhar nas eleições deste ano.




