O reality show “As Patroas (e o Patrão)” criado pela influenciadora digital Viih Tube e pelo ex-BBB Eliezer, que prometia premiar funcionários da residência do casal em até R$ 20 mil, passou a ser investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após dinâmicas consideradas constrangedoras.
Entre as provas exibidas no reality, funcionários precisavam procurar moedas de plástico espalhadas pela casa, incluindo dentro de vasos sanitários e lixeiras, em busca de vantagens na competição. Além do prêmio em dinheiro, eram oferecidas folgas, refeições em restaurantes, entre outras coisas.
O formato recebeu críticas por suposta exposição vexatória dos trabalhadores e por transformar a rotina profissional em entretenimento para plataformas digitais monetizadas. Após a repercussão, o casal retirou o conteúdo do ar.
O caso também motivou uma manifestação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sem citar diretamente os influenciadores, o tribunal fez uma publicação afirmando que expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral.
“A Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever”, afirmou o TST.




