A deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade) divulgou uma nota afirmando que a prisão do pai, o pastor Márcio Poncio, nesta quinta-feira (2), representa um dos momentos mais difíceis de sua vida.
Márcio Poncio é um dos alvos da quinta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da cúpula do novo jogo do bicho e da chamada “Máfia do Cigarro”, além da suspeita de pagamento de propina a agentes públicos.
A filha, que tornou a família conhecida nas redes sociais, disse acreditar na inocência do pai.
“Como filha, esse é um dos momentos mais difíceis da minha vida. Tenho absoluta confiança na inocência do meu pai e acredito que ele terá a oportunidade de demonstrar a verdade dos fatos no curso do processo, com todas as garantias asseguradas pela Constituição”, destacou.
A parlamentar ressaltou que seu cargo de representação exige respeito às instituições investigadoras e que, por isso, evitará manifestações públicas sobre o caso.
“Como Deputada Estadual, respeito o trabalho das instituições regular andamento da investigação. Por essa razão, não farei comentários sobre o mérito do caso, que deverá ser tratado exclusivamente no âmbito da Justiça”, diz a nota.
OPERAÇÃO UNHA E CARNE
A operação da PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro pela cúpula do novo jogo do bicho e possíveis ramificações do esquema em integrantes do Executivo e do Legislativo fluminenses. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu os mandados e ordenou o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões.
Poncio foi detido em um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. A operação também teve como alvos o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o advogado Marco Antônio Cabral, que já se encontravam presos, mas foram alvo de novos mandados nesta quinta.
Bacellar deverá ser transferido do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, para um presídio federal. Ao todo, a PF cumpre três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.


