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Política

Flávio defende Pix e afirma que sistema não concorre com instituições americanas de pagamento 

Senador participou de audiência pública nos Estados Unidos após enviar um documento de 86 páginas às autoridades americanas solicitando a suspensão do tarifaço
Por Cíntia Duarte
Atualizado há 3 horas
Tempo de leitura: 2 mins
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Flávio afirmou que o Pix “não é um problema a ser corrigido. É uma solução”. Foto: @flaviobolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (7), em uma audiência pública nos Estados Unidos, que o Pix “não concorre com instituições americanas de pagamento”. 

Flávio defendeu o meio de pagamento que é apontado um dos principais motivos para a recomendação de taxação de 25% sobre as importações brasileiras. 

Em seu discurso, ele afirmou que o Pix “não é um problema a ser corrigido. É uma solução”. 

“Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres, para a economia formal. Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do Pix, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”, disse o parlamentar. 

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) organizou uma audiência para debater a aplicação de uma sobretaxa de 25% a produtos brasileiros, como parte de uma investigação comercial em andamento contra o país. 

Flávio foi convidado após enviar um documento de 86 páginas às autoridades dos Estados Unidos, solicitando a suspensão do tarifaço e pedindo para que o Pix não seja incluso na disputa comercial entre os países. 

Governo Lula enviou observadores 

Em cima da hora, o Governo Lula decidiu enviar observadores da Embaixada do Brasil em Washington para acompanhar a audiência pública no USTR. 

De acordo com o Planalto, o objetivo é que o governo esteja por dentro dos argumentos apresentados durante o encontro, mas sem mudança na estratégia de negociação com as autoridades americanas. 

Os Estados Unidos vêm conduzindo, há cerca de um ano, as conversas, que estão sem avanços por motivação política de parte da Casa Branca. 

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