Play Video
Política

Lula tem 24% de eleitores à direita, e Flávio Bolsonaro, 19% à esquerda, aponta Datafolha

Pesquisa calcula a classificação ideológica do eleitor com base em suas respostas sobre comportamento, valores e economia
Por Cíntia Duarte
Atualizado há 4 horas
Tempo de leitura: 3 mins
Compartilhe a notícia:
A matriz ideológica calculada pelo Datafolha reúne 16 perguntas. Foto: Ricardo Stuckert / PR/ Jefferson Rudy/Agência Senado

A matriz ideológica do Datafolha mostra que parte dos eleitores declarados de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) é classificada em campos diferentes daqueles associados aos candidatos.

Entre os que diziam votar no petista no último levantamento do instituto, realizado em junho, 24% apareciam à direita ou centro-direita. Entre os que declararam voto em Flávio, 19% ficaram à esquerda ou centro-esquerda.

A classificação ideológica não é uma autodeclaração do eleitor. Ela é calculada pelo Datafolha a partir de respostas a perguntas sobre comportamento, valores e economia.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a identificação dos brasileiros com a direita ou centro-direita (44% dos brasileiros) voltou a ficar à frente da identificação com a esquerda ou centro-esquerda (39%).

No eleitorado de Lula, 24% estão na esquerda, 36% na centro-esquerda, 16% no centro, 19% na centro-direita e 5% na direita.

Entre os eleitores de Flávio, a distribuição detalhada é de 25% na direita, 38% na centro-direita, 17% no centro, 15% na centro-esquerda e 3% na esquerda (devido aos arredondamentos, a soma dos dois primeiros segmentos alcança 64%, em vez de 63%, e a dos dois últimos, 19%, em vez de 18%).

O recorte por voto declarado no segundo turno de 2022 mostra quadro parecido. Entre os que dizem ter votado em Lula, 56% estão à esquerda ou centro-esquerda, 17% no centro e 27% à direita ou centro-direita.

Entre os que declaram ter votado em Jair Bolsonaro (PL), 64% estão à direita ou centro-direita, 17% no centro e 19% à esquerda ou centro-esquerda.

A matriz ideológica calculada pelo Datafolha reúne 16 perguntas. Dez delas formam a escala de comportamento, com temas como pobreza, criminalidade, homossexualidade, crença em Deus, sindicatos e punição de adolescentes que cometem crimes. Outras seis formam a escala de pensamento econômico, com questões sobre impostos, papel do governo na economia, benefícios públicos, leis trabalhistas e investimento.

Um exemplo de aparente contradição é a parcela de 34% dos eleitores de Flávio que dizem acreditar que a posse de armas deve ser proibida, pois representa ameaça à vida de outras pessoas, posicionamento contrário a uma das principais bandeiras do pré-candidato do PL.

Já 26% dos eleitores de Lula afirmam que as leis trabalhistas no Brasil mais atrapalham o crescimento das empresas do que protegem os trabalhadores, enquanto o Planalto aposta na defesa do fim da escala 6×1 como um trunfo eleitoral.

Tanto eleitores de Lula (61%) quanto de Flávio (81%) em sua maioria dizem acreditar que adolescentes que cometem infrações devem ser punidos como adultos. Sete a cada dez em ambos os lados também afirmam que o governo tem dever de ajudar grandes empresas nacionais que corram o risco de ir à falência.

Na escala geral, comportamento e economia têm o mesmo peso, de 50% cada um. A partir da pontuação, os entrevistados são classificados em cinco faixas: direita, centro-direita, centro, centro-esquerda e esquerda.

O Datafolha ouviu presencialmente 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 17 e 18 de junho de 2026. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. Nos estratos, a margem varia conforme a base. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09956/2026.

Com informações de Laura Intrieri, da Folhapress

28
Compartilhe

Assuntos

Notícias relacionadas

NOTÍCIAS - Urbnews-1 (15)
Política
Flávio defende Pix e afirma que sistema não concorre com instituições americanas de pagamento 
O governo decidiu mandar observadores da Embaixada do Brasil em Washington, mas as negociações seguem canal diplomático
Brasil
Empresários brasileiros participam de negociação do tarifaço do governo Trump
Lula muda equipe para campanha à reeleição; Ricardo Stuckert assume redes sociais
Política
Lula muda equipe para campanha à reeleição; Ricardo Stuckert assume redes sociais
NOTÍCIAS - Urbnews-1 (15)
Política
Flávio defende Pix e afirma que sistema não concorre com instituições americanas de pagamento 
O governo decidiu mandar observadores da Embaixada do Brasil em Washington, mas as negociações seguem canal diplomático
Brasil
Empresários brasileiros participam de negociação do tarifaço do governo Trump
Lula muda equipe para campanha à reeleição; Ricardo Stuckert assume redes sociais
Política
Lula muda equipe para campanha à reeleição; Ricardo Stuckert assume redes sociais
NOTÍCIAS - Urbnews-1 (11)
Política
'É a mulherada que manda', diz Flávio Bolsonaro após desgaste com Michelle e fala machista de aliado

Inscreva-se em nossa Newsletter!

A forma mais rápida de manter-se atualizado.
Receba as notícias mais recentes, de segunda a sexta-feira, diretamente na sua caixa de e-mail.