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Política

Lula afirma que Brasil vai investir em terras raras e diz que Trump pode “começar a se preocupar” 

Segundo o presidente, o objetivo é fazer do Brasil um exportador de inteligência, inovação e conhecimento, e não apenas de recursos naturais
Por Luiza Cardoso
Atualizado há 2 horas
Tempo de leitura: 2 mins
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Durante o encontro, Lula afirmou que o governo pretende criar um conselho voltado ao desenvolvimento tecnológico das terras raras. Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) afirmou que o Brasil pretende ampliar os investimentos na exploração e no desenvolvimento tecnológico de terras raras e minerais críticos. Além disso, ele deixou claro a presença do país neste mercado, destacando a “preocupação” dos EUA.

A declaração foi feita durante uma reunião no Palácio do Planalto com ministros e representantes do setor de mineração para discutir estratégias voltadas ao aproveitamento desses recursos considerados essenciais para a economia global.

Durante o encontro, Lula afirmou que o governo pretende criar um conselho voltado ao desenvolvimento tecnológico das terras raras, além de fortalecer laboratórios e institutos de pesquisa para agregar valor à cadeia produtiva. Segundo o presidente, a intenção é transformar o Brasil em um protagonista na produção de bens de maior valor agregado, reduzindo a dependência da simples exportação de minerais.

Ao comentar a disputa internacional por minerais estratégicos, especialmente entre Estados Unidos e China, Lula fez referência ao presidente norte-americano, Donald Trump. “Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a estar preocupado com o Brasil”, declarou, acrescentando que o país tem potencial para desenvolver tecnologias capazes de competir em qualidade com as chinesas. Para o presidente, o objetivo é fazer do Brasil um exportador de inteligência, inovação e conhecimento, e não apenas de recursos naturais.

O Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, minerais utilizados na fabricação de equipamentos eletrônicos, baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, sistemas de defesa e outras tecnologias estratégicas.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estima que há em solo brasileiro a segunda maior concentração de terras raras, com 23%, ficando atrás apenas da China, com 49%. Os EUA possuem 2,1% das reservas.

A crescente demanda global por esses materiais têm intensificado a disputa entre grandes potências pelo acesso a essas reservas, tornando o tema cada vez mais relevante para a política econômica e comercial brasileira.

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