A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) optou por se distanciar da campanha e da elaboração do plano de governo do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação foi divulgada após a parlamentar conceder entrevista ao jornal Metrópoles.
Segundo o portal, o principal motivo para o afastamento de Damares foi o fato de ter sido “atacada diretamente pelo time da direita”. Além disso, ela destacou que não foi procurada por Flávio Bolsonaro desde o início da crise que envolve o grupo político.
Ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro, Damares contribuiria com o plano de governo de Flávio na área dos direitos das mulheres. Apesar disso, decidiu interromper a colaboração. “Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, afirmou.
Em meio à crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro, a senadora tem deixado seu posicionamento claro: como amiga próxima e aliada política, continuará apoiando a ex-primeira-dama.
Damares também não participou do encontro de Flávio com lideranças femininas de 20 estados, realizado em Brasília. Segundo o pré-candidato, ele ligou pessoalmente para Michelle Bolsonaro para convidá-la ao evento, mas não obteve resposta. O encontro buscava amenizar as divergências dentro da família, em específico entre os dois.
Além disso, a senadora criticou declarações do influenciador e jornalista Paulo Figueiredo, aliado de Flávio Bolsonaro. Em uma das falas, ele afirmou: “Mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras. As casadas costumam acompanhar o marido.”
Ao rebater a declaração, Damares disse repudiar a fala de Paulo e afirmou que ele estava equivocado. “Ele não faz parte da nossa campanha, eu não tenho responsabilidade pelo que ele fala, mas tenho a obrigação de dizer aqui que me senti ofendida”, declarou.




