O Japão divulgou nesta quinta-feira (25), uma imagem inédita do solo lunar capturada por sua sonda não-tripulada “SLIM”. O módulo havia pousado na Lua na sexta-feira (19). Com esse feito, o Japão se torna o 5º país do mundo a capturar imagens do solo lunar.
A agência espacial Japonesa (Jaxa) informou que foi através de um robô ejetável que a sonda conseguiu fotografar e transmitir dados. Dados não divulgados ainda estão sendo analisados pelos cientistas.
Até então, apenas Estados Unidos, Rússia (antiga União Soviética), China e recentemente a Índia tinham conseguido pousar com sucesso na Lua.
O pouso do SLIM (Módulo de Pouso Inteligente para Investigar a Lua, na sigla em inglês) foi feito a poucos metros do alvo estipulado pelos japoneses. Feito muito bom, já que pousos mais convencionais têm uma precisão de quilômetros, algo que limita a exploração em locais específicos, com muitas rochas, por exemplo.
A agência afirmou que conseguiu receber dados do módulo pouco menos de 3 horas após o pouso na Lua e que o envio das informações foi feito antes que a sonda perdesse energia.
Ainda segundo a Jaxa, os painéis solares do SLIM não conseguiram gerar eletricidade devido a um possível posicionamento incorreto do equipamento. No entanto, os cientistas acreditam que uma mudança na direção da luz solar pode corrigir o problema.
📷Activity Report mini📷
— JAXA(宇宙航空研究開発機構) (@JAXA_jp) January 25, 2024
1枚目画像:小型月着陸実証機SLIM 着陸後、搭載航法カメラによる月面画像 ©JAXA
2枚目画像:変形型月面ロボット(LEV-2)「SORA-Q」が撮影・送信した月面画像 ©JAXA/タカラトミー/ソニーグループ(株)/同志社大学 https://t.co/KEBnXi6zgP pic.twitter.com/6uUeAudl35
O SLIM
O SLIM é bem compacto, tem cerca de 1,7 metro de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,4 metros de altura. Por isso, o trocadilho com o seu nome em inglês, sua sigla remete a palavra que pode ser traduzido como “magro”.
Após o lançamento, quando já se aproximava da Lua, o módulo começou sua trajetória de descida acionando seus “olhos inteligentes” — um sistema que utiliza algoritmos, imagens e mapas pré-carregados para determinar exatamente onde ela estava acima da superfície lunar.
Isso foi crucial, já que o terreno de pouso é bem inclinado, e a missão precisava evitar obstáculos.




