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Economia

Gol pede recuperação judicial nos Estados Unidos; medida não afeta operações no Brasil

Por Paulo Roberto Maciel
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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A empresa espera criar um fundo de financiamento de US$ 950 milhões, cerca de R$ 4,7 bilhões (Foto: Divulgação)

A companhia aérea Gol entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, e afirmou que a medida visa levantar capital e reestruturar finanças. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (25) e a empresa confirmou que o procedimento não afetará suas operações no Brasil.

Atualmente, a Gol conta com uma dívida de R$ 20 bilhões de reais e recorrerá ao chamado Chapter 11, em que será possível recuperar as contas e amenizar custos sem pausar as operações. A empresa espera criar um fundo de financiamento de US$ 950 milhões, cerca de R$ 4,7 bilhões.

Mesmo com o processo, a Gol garantiu, em nota à imprensa, que o pagamento dos salários e de custos com os serviços ainda está garantido. “Os clientes da Gol poderão continuar a organizar viagens e a voar pela companhia como sempre fizeram, com a utilização de passagens e vouchers. Os clientes da Gol seguirão acumulando milhas ao voar pela companhia e poderão comprar e resgatar milhas acumuladas por meio do Smiles”, explicou.

A Comissão de Valores Mobiliários já havia questionado a Gol a respeito dessa possibilidade após a imprensa vazar que o pedido de recuperação judicial estava em estudo. A divulgação de Fato Relevante, obrigatória em situações que podem influir no mercado de ações, foi feita hoje, informando sobre as providências tomadas nos Estados Unidos.

“A Gol está confiante de que este processo atende aos melhores interesses de seus stakeholders [indivíduos ou grupos que impactam ou são impactados por uma empresa], incluindo colaboradores e clientes, que continuarão a contar com a oferta de voos acessíveis e seguros, além do melhor serviço”, conclui a companhia aérea.

No documento de recuperação protocolado nos Estados Unidos, os maiores credores da empresa são bancos e financiadores do próprio país, entre eles, o Bank of New York Mellon, com US$ 353,8 milhões e seus títulos de US$ 353,8 milhões. No Brasil, a lista segue com Comando da Aeronáutica, com US$ 222,5 milhões, títulos com o Bank of New York Mellon, US$ 142,1 milhões, e a distribuidora de combustível Vibra, antiga BR, com US$ 91,4 milhões.

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