O governo dos Estados Unidos concedeu ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e à sua família, nesta segunda-feira (20), um green card, documento americano que garante aos estrangeiros o direito de trabalhar e viver permanente no país, além de uma série de direitos.
A aprovação do documento acontece após quase um ano e meio da mudança de Eduardo e sua família para os Estados Unidos, em fevereiro de 2025. A viagem para o país norte-americano, na qual consolidou sua nova residência, aconteceu após o ex-deputado federal alegar estar sofrendo uma “perseguição política” no Brasil.
O “green card” permite uma série de direitos, como trabalhar em qualquer emprego no país, utilizar seus serviços públicos e até solicitar a cidadania americana no futuro, caso preencham os requisitos legais.
No entanto, o documento também prevê diversos deveres, entre eles o pagamento de impostos nos EUA sobre suas rendas, manter sua residência principal no país, renovar o documento periodicamente, além de cumprir regras da legislação migratória americana.

Apesar disso, Eduardo não pode votar nas eleições federais americanas nem passar longos períodos fora do Estados Unidos, pois podem correr risco de perder seus status migratórios.
A autorização de permanência no país acontece em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o país norte-americano decretou um tarifaço de 25% contra os produtos brasileiros. Na primeira medida, que ocorreu em 2025, Donald Trump justificou as altas tarifas com uma suposta perseguição do Estado brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, no mês passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, além do pagamento de 50 dias-multa. O colegiado concluiu que o filho de Jair Bolsonaro atuou junto a autoridades norte-americanas para pressionar integrantes da Corte e tentar interferir nos processos relacionados à tentativa de golpe de estado após as eleições de 2022, na qual o ex-presidente foi condenado.
De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, a “desinformação” levada por Eduardo às autoridades americanas gerou consequências concretas ao Brasil, entre elas o tarifaço.




