Começa nesta segunda-feira (5) o julgamento do ex-jogador Daniel Alves – conhecido por atuar na seleção brasileira – na Espanha, após ser indiciado por estuprar uma mulher em uma boate em Barcelona. O processo deve ocorrer até a próxima quarta (7), e contará com 29 testemunhas, no total.
Nas primeiras sessões, além de Alves, seis testemunhas irão participar do julgamento. Outras 22 participarão no outro dia. No dia 7, o resultado da última sessão será decidido parcialmente, e um relatório de conclusões sobre o que foi discutido deverá ser apresentado para avaliação.
De acordo com informações do jornal espanhol La Vanguardia, a defesa do ex-atleta ainda tentou desfazer o julgamento na semana passada, após afirmar que o juiz não aceitou que um segundo perito examinasse a vítima. A advogada de Alves, Inés Guardiola, pediu que seu cliente fosse ouvido uma última vez, após o fim das falas das testemunhas.
Por enquanto, não há prazo para que saia a sentença final de Daniel Alves, de acordo com o tribunal espanhol para o G1. Até lá, o ex-jogador permanecerá em prisão preventiva.
O Ministério Público Espanhol pede nove anos de prisão para Alves. A legislação do país julga o crime de estupro sob a acusação geral de agressão sexual, e as condenações podem levar a penas de prisão de 4 a 15 anos.
Acusação
Daniel Alves é acusado de agredir sexualmente uma jovem na cidade de Barcelona, possivelmente ocorrido em 30 de dezembro de 2022. Ao longo do seu processo penal, ele deu várias versões sobre o ocorrido que se contradizem umas com as outras.
Em um momento, ele não conhecia a vítima. Já em abril do ano passado, revelou que mantinha relações extraconjugais e consensuais com a jovem, mas sem penetração. Mais recentemente, voltou atrás e afirmou que houve penetração, e ainda sustenta o argumento que a denunciante estava em comum acordo com o ato.
Desde janeiro, quando foi ouvido pela polícia pela segunda vez e se contradisse, Daniel Alves está em prisão preventiva, sob a alegação de risco de fuga. Ele não tem direito a fiança e seguirá no mesmo presídio, nos arredores de Barcelona, enquanto aguarda o julgamento.




