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Ceará

Ceará registra em 5 anos uma queda de 30% na quantidade de mães adolescentes 

Por Clara Sobreira
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 3 mins
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Em 2017, dos 184 municípios cearenses, 92 apresentavam proporção elevada de mães adolescentes (entre 20,01% e 31,25%)/ Foto: Arquivo / Agência Brasília

De 2017 a 2022, a proporção de mães adolescentes (10 a 19 anos) entre os nascidos vivos no Ceará apresentou redução de 29,21%, passando de 17,8% em 2017 para 12,6% em 2022. Os dados são do Enfoque Econômico (Nº 200 – Março/2024) – Mães Adolescentes no Ceará – 2017 a 2022, publicado neste domingo (10) pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

O resultado distancia o estado da média registrada no Nordeste, de 14,9%, e ao mesmo tempo o aproxima da média nacional, de 12,3%. 

Na escala municipal, caiu a quantidade de municípios onde a taxa de mães adolescentes entre os nascidos vivos era alta. Em 2017, dos 184 municípios cearenses, 92 apresentavam proporção elevada de mães adolescentes (entre 20,01% e 31,25%). Essa realidade ocorria predominantemente nas proximidades das regiões do Sertão de Canindé, Sertão de Crateús, Cariri e parte do Litoral Oeste. 

Segundo Victor Hugo de Oliveira, autor do estudo e Analista de Políticas Públicas, em entrevista para o Governo do Estado do Ceará: “Houve mudança expressiva em todas as regiões do Ceará, a qual pode ter fortes impactos no padrão demográfico dos municípios cearenses na década de 2020, a partir de um maior estreitamento da base da pirâmide etária da população”. 

Ele ainda acrescenta que, ao mesmo tempo, essa redução da proporção de nascidos vivos de mães adolescentes pode contribuir para a queda da perpetuação do ciclo de pobreza, tendo em vista o nível de vulnerabilidades sociais dessas jovens mães em tal faixa etária.

O Analista ainda informa que o trabalho também aponta os dez municípios com as menores taxas de mães adolescentes, tanto para 2017, quanto para 2022. Em 2017, estes municípios apresentavam proporções entre 9,72% (sendo essa a menor correspondente ao município de Granjeiro) e 14,61% (sendo esta correspondente a Fortaleza). 

Já em 2022, as proporções observadas entre os 10 municípios com as menores taxas se reduzem consideravelmente, estabelecendo-se entre 6,98% (correspondente a Alcântaras) e 9,89% (correspondente ao município de Itapiúna).

Dessa forma, Victor termina sua fala sobre a importância e as perspectivas do trabalho: “traçar um panorama que forneça dados a nível municipal deste fenômeno é primordial para auxiliar na formulação e acompanhamento de tais políticas que visem prevenir a gravidez na adolescência, bem como garantir o bem-estar destas mães.

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