O Plano Restaura Cocó, que traz um diagnóstico ambiental do incêndio no Parque Estadual do Cocó, ocorrido em janeiro deste ano, e as ações de restauração que devem ser feitas para recuperar a área e evitar novos episódios foi divulgado na manhã deste sábado (13) pelo governador Elmano de Freitas (PT).
Segundo as informações do Governo do Ceará, a execução das ações do plano terão duração de um ano, a contar do lançamento. A primeira etapa deve custar aos cofres do estado R$ 500.658,00 e contará com verba do orçamento da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
O plano irá analisar e atuar sobre duas áreas do Cocó, afetadas pelo fogo em momentos distintos: a área afetada por um grande incêndio em janeiro de 2024, que fica localizada próxima à Avenida Sebastião de Abreu, no sentido do bairro Cidade 2000. E a área à margem direita do Rio Cocó, entre a Avenida Murilo Borges e a Rogaciano Leite, também afetada por incêndio de grandes proporções em novembro de 2021
O cientista chefe do Meio Ambiente da Sema e professor da UFC, Luis Ernesto Bezerra, explica que neste momento, por se tratar de um terreno de brejo, o espaço fica cheio de água.
“A área incendiada é um brejo que no período chuvoso fica cheio de água, se desenvolve um campi que é a taboa e no segundo semestre quando seca, esse campi seca e vira combustível para incêndio”, explica.
O trabalho do Restaura Cocó será realizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (Sema) em conjunto com pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) – responsáveis pelo cronograma das ações.
A apresentação do plano ocorreu durante o encerramento da Festa Anual das Árvores 2024, no Parque do Cocó. Na ocasião, também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Sema e o Corpo de Bombeiros Militar do Ceará para qualificar e capacitar brigadistas do Programa Estadual de Prevenção, Monitoramento, Controle de Queimadas e Combate aos Incêndios Florestais (Previna).




