Mais de 5 mil famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciaram nesta segunda-feira (15) um protesto na cidade de Parauapebas, no sudeste do Pará. Segundo informações dos próprios manifestantes, a ocupação busca o cumprimento de acordo feito ainda em 2023 com o Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra).
“A reivindicação é pela aquisição do imóvel para estabelecer acampamento, dando melhores condições de vida para acampados e a imediata vistoria de todos os latifúndios da família Miranda no sudeste do Pará”, informou o MST Pará em seu site oficial.
O movimento também solicita a vistoria de todas as 15 áreas levantadas pelo MST no estado. O integrante da direção nacional no estado, Pablo Neri, também falou sobre outras motivações da ocupação.
“Nós precisamos que o INCRA notifique a família Miranda, façam as vistorias e destinem terra griladas. São terras com processos ambientais, com crimes de trabalho escravo e garimpo ilegal para a Reforma Agrária. Queremos paz e não guerra!”, disse Pablo.
A movimentação faz parte da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que este ano traz o lema “Ocupar para o Brasil Alimentar”. Iniciada nesta segunda-feira (15), a ação já realizou mais de 24 ocupações em 11 estados brasileiros.
“Reafirmando a defesa da natureza e da produção de alimentos saudáveis, os trabalhadores e trabalhadoras no estado denunciam a violência no campo, em memória ao massacre de Eldorado do Carajás ocorrido há 28 anos e denunciando as práticas criminosas do agronegócio na Amazônia” disse ainda o MST Pará.



