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Maranhão

Motoristas do transporte semiurbano entram em greve na Região Metropolitana de São Luís

Por Maria Eduarda Pessoa
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 3 mins
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Atraso no salário que seria pago neste mês de abril motivou a greve de rodoviários. Foto: Reprodução/Mauricio Alexandre

Os rodoviários do transporte público semiurbano, que atendem os municípios da Grande São Luís, iniciaram greve nesta quinta-feira (25). A paralisação afeta o fluxo dos municípios de Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar. A estimativa é de que 300 ônibus não estejam circulando, prejudicando mais de 100 mil pessoas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA), Marcelo Brito, um atraso no salário que seria pago neste mês de abril motivou a greve de rodoviários logo no começo do dia. As empresas do transporte semiurbano da Região Metropolitana deveriam ter efetuado o pagamento aos trabalhadores desde o dia 20.

Por meio de nota, a Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) disse que repassou subsídio às empresas no último dia 11 de abril e responsabilizou as companhias pelo pagamento mensal. Leia a nota na íntegra:

“A Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) informa que foi realizado o pagamento do subsídio às empresas do transporte semiurbano no último dia 11 de abril, que não é destinado à remuneração de funcionários. O pagamento dos funcionários é de responsabilidade das empresas de transporte público.

A MOB destaca que em casos de grandes dificuldades por parte das empresas, que resultem no comprometimento do serviço prestado, poderá ser feita intervenção ou mesmo substituição para que os usuários não sejam prejudicados.

Destaca ainda que está em processo de análise, buscando a total licitação do sistema de transporte semiurbano no Maranhão”.

O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET), por sua vez, disse ao G1 Maranhão que o tal subsídio é referente ao mês de janeiro de 2024.

Além disso, o SET entrou com uma ação na Justiça do Trabalho pelo reconhecimento de ilegalidade da greve. Conforme o presidente Paulo Renato Pires, o sindicato deveria ter sido comunicado da paralisação com até 72 horas de antecedência, como determina a legislação trabalhista.

“Dia 11 foi pago [pela MOB] o subsídio referente a janeiro de 2024. Estamos nesse momento em reunião e a primeira providência é lutar para que a Justiça do Trabalho declare a greve ilegal, pois não obedeceu os prazos obrigatórios. Isso impossibilitou tanto as empresas como a MOB de responder antes de qualquer paralização, pois deveria cumprir 72h. O retorno à operação, pelo menos de 70% dos trabalhadores, é essencial”, declarou.

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