Docentes das universidades federais do Ceará votaram pela continuidade e intensificação das ações de greve nesta quinta-feira (16), após assembleia geral realizada na reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza.
Após os encaminhamentos, os professores decidiram recusar a proposta apresentada nesta quarta-feira (15) pelo Governo Federal. A proposta do governo veio exatamente após um mês de paralisação dos profissionais, que iniciaram a greve em 15 de abril deste ano.
Os Ministérios da Educação (MEC) e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) apresentaram a nova proposta com aumentos de salário de 23% a 43% até 2026, considerando o reajuste de 9% já garantido em 2023 pelo governo Lula, depois de seis anos sem reajuste.
“Dessa forma, o salário inicial de um docente passaria de R$ 9.916 (salário em abril de 2023) para R$ 13.753. Já o salário para professor titular, no topo da carreira, iria de R$ 20.530 (abril de 2023) para R$ 26.326”, explicou o MEC.
Já o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (ADUFC) afirma que “o governo insistiu em manter, na quinta rodada de negociações com as entidades sindicais, reajuste de 0% em 2024 e propôs apenas algumas mudanças nos steps da carreira, sem uma reestruturação significativa para o Magistério Federal”.
A nova mesa de negociação dos servidores técnico-administrativos será em 21 de maio.



