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Procurador do Tribunal Internacional pede prisão de Netanyahu e líderes do Hamas

Por Paulo Roberto Maciel
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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O documento agora passa para um painel de três juízes do Tribunal, que irão analisar se emitem ou não a ordem a ser aplicada por todos os países signatários da CIJ (Foto: GPO/Fotos Públicas)

A procuradoria da Corte Internacional de Justiça (CIJ) e do Tribunal Penal Internacional (TPI) encaminhou um pedido aos juízes para que determinem a prisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e de líderes do Hamas. A principal acusação é que ambos os lados tenham cometido crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

O documento agora passa para um painel de três juízes do Tribunal, que irão analisar se emitem ou não a ordem a ser aplicada por todos os países signatários da CIJ. O procurador inglês Karim Khan também estendeu os pedidos de prisão para o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, responsável pelas Forças Armadas do país.

Da parte do Hamas, a ordem confere a Yahya Sinwar, chefe do grupo na Faixa de Gaza; Mohammed Deif, um dos comandantes militares e responsável por arquitetar o ataque de 7 de outubro ao sul de Israel; e Ismail Haniyeh, o principal chefe do grupo terrorista, que vive no Catar.

Sobre as acusações, Khan, que é o principal procurador por trás dos pedidos, diz ter “base para acreditar” que ambas as partes têm parte em crimes envolvendo uma guerra que dura há seis meses. Contra Hamas, está o peso de crimes de motivação sexual e tortura. Já Israel enfrenta acusações de perseguição e mortes causadas por fome.

Embora o pedido do CIJ represente um peso maior para o isolamento internacional de Israel, o país não faz parte dos signatários da corte. Isso significa que mesmo que um pedido formal seja feito, Netanyahu e Gallant enfrentariam poucos riscos de serem presos imediatamente.

Além disso, o CIJ não possui força policial própria, o que incubiria aos seus países membros, como o Brasil, cumprirem a ordem com seus próprios batalhões militares. Tanto Israel e Hamas criticaram a decisão do procurador da corte. O país judeu chamou a medida de “antissemita”, e o grupo terrorista declarou que o pedido confunde agressor com vítima.

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