O Edifício São Pedro, um dos cartões postais mais lembrados da região da Praia de Iracema, em Fortaleza, está demolido. A prefeitura finalizou a derrubada das últimas paredes que faziam parte da estrutura original do prédio nesta segunda-feira (20). Agora, é chegado o momento de retirar os escombros, em ação que irá durar até junho.
A obra de demolição teve início em março, após o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), argumentar que a “estrutura precária do prédio” colocava em risco a vida dos moradores e pessoas que passavam pelo local, por isso autorizou a ação.
Os serviços foram realizados pela Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf), que já executa obras de requalificação viária e urbanização no entorno da estrutura. Ao todo, o processo custou cerca de R$ 1,7 milhão à Prefeitura. O montante será ressarcido com os proprietários do prédio, segundo o titular da Seinf, Samuel Dias.
Segundo Samuel, pela ausência de manutenções necessárias ao longo dos anos pelos responsáveis legais, a administração pública municipal resolveu tomar a iniciativa de demolição, visando proteger as pessoas que vivem no entorno do Edifício São Pedro.
“É importante lembrar que esse imóvel é particular, ele tem dono. Os donos dessa edificação é que são os responsáveis legais pela manutenção do prédio, não o poder público, e o restauro que não foi feito ao longo dos anos resultou nessa situação de risco de colapso iminente”, afirmou.
O prédio original foi inaugurado na capital cearense em 1951, sob o nome de “Iracema Plaza Hotel”. Foi o primeiro resort da orla de Fortaleza, o que abriu espaço para uma prática tão comum nos dias de hoje. Ao longo de 70 anos, se transformou de um dos lugares mais boêmios e símbolos de uma cidade influenciada pela belle époque francesa a um ambiente de decadência e má administração.
Ao G1, Samuel Dias afirmou que parte do material reciclável gerado a partir da demolição do edifício será usado em outras obras da Prefeitura.
“A gente já está usando parte do material em algumas obras, saindo diretamente da demolição para algumas obras onde a gente por exemplo está fazendo aterros, como na entrada do Álvaro Weyne, um local onde ao longo do tempo formou-se um buraco, tava acumulando água e resíduos, a gente já secou a área, fez a limpeza do lixo e agora nós vamos planear a área utilizando parte desse material do São Pedro”, finaliza.




