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Amazonas

Caso Djidja: família planejava criar comunidade para ampliar seita e usar cetamina, diz polícia

Por Bergson Araujo
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 3 mins
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Os envolvidos foram presos por tortura com resultado morte, tráfico de drogas e outros 12 crimes. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Em novo desdobramento do Caso Djidja, a Polícia Civil do Amazonas apresentou a conclusão do Inquérito Policial da Operação Mandrágora, que investigava a morte da ex-sinhazinha e sua família. As investigações apontaram que a família planejava criar uma comunidade para ampliar a seita religiosa e facilitar o acesso à ketamina.

Em coletiva de imprensa, o delegado Cícero Túlio, do 1º DIP, relatou que o inquérito policial comprovou a existência da seita, fundada pela família Cardoso. O objetivo era induzir funcionários de uma rede de salões de beleza a usar substâncias de uso veterinário, como ketamina e potenay. 

Segundo a polícia, o grupo criminoso pretendia montar uma clínica veterinária para facilitar o acesso e a compra de medicamentos de uso controlado, bem como fundar uma comunidade para manter os trabalhos doutrinários da seita.

“A família também era auxiliada por Hatus Silveira, apontado como elo entre os autores e os fornecedores das substâncias, principalmente José Máximo, Sávio e Roberleno, administradores dos empreendimentos comerciais que forneciam os medicamentos”, afirmou Cícero Túlio.

Tortura

As inbvetigações revwlram ainda que, em dado momento, Djidja passou a ser vítima de tortura praticada por sua própria mãe, Cleusimar. A ex-sinhazinha morreu no dia 28 de maio deste ano, por depressão cardiorrespiratória decorrente das torturas sucessivamente praticadas. A morte da amazonense fez com que o caso ganhasse visibilidade nacional.

“Ainda entre os indiciados está o indivíduo identificado como Emicley, que teria auxiliado na dissimulação de provas durante as buscas realizadas em uma das clínicas veterinárias onde trabalhava, na primeira fase da Operação Mandrágora”, informou o titular do 1° DIP.

Bruno Rodrigues, ex-namorado de Djidja, também estava envolvido com a seita religiosa e teve a prisão temporária convertida em preventiva. A decisão foi tomada com base nas provas coletadas em seu aparelho celular que indicam a participação do indiciado também na gestão da seita criminosa.

“Foi por meio dele que a família conheceu Hatus, que serviu de ponte de ligação entre a família e um dos fornecedores, José Máximo. Hatus já utilizava substâncias usadas no ramo veterinário, facilitando a aquisição dos entorpecentes para que a família pudesse continuar com as atividades da seita”, comentou o delegado.

Mais de 12 crimes

Os envolvidos foram presos por tortura com resultado morte, tráfico de drogas e outros 12 crimes.

O grupo criminoso também responderá pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, perigo para a vida ou saúde de outrem, falsificação, adulteração ou corrupção de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, aborto provocado sem consentimento da vítima, estupro de vulnerável, charlatanismo, curandeirismo, sequestro e cárcere privado, constrangimento ilegal, favorecimento pessoal, favorecimento real, exercício ilegal da medicina e tortura com resultado morte. Todos permanecerão à disposição da Justiça.

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