Após três meses do início da campanha de vacinação contra a dengue em Fortaleza, a segunda etapa de aplicação do imunizante entrou em vigor. Nesta próxima fase, o foco está nas crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.
De acordo com a prefeitura, a partir desta terça-feira (13), a vacina está disponível em 19 postos de saúde da Capital, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30, e aos fins de semana e feriados, em dois postos de saúde, das 8h30 às 16h30.
A administração municipal também informou que na primeira etapa da campanha 7.385 doses foram aplicadas, o que representa apenas 4,79% da cobertura vacinal estipulada inicialmente. A meta é vacinar 154 mil crianças e adolescentes, contudo, até o momento, Fortaleza recebeu apenas 38 mil unidades da vacina.
Vanessa Soldatelli, coordenadora de imunização de Fortaleza, ressalta a importância da vacinação para a prevenção da dengue. “A vacina é o método mais seguro e eficaz para a proteção, pois ela reduz os riscos de complicações e hospitalizações. Por isso, é tão importante reforçar ao máximo a campanha para a ampliação da cobertura vacinal”, afirma.
De acordo com a prefeitura, o esquema vacinal é composto por duas doses (D1 e D2), que são eficazes contra os quatro sorotipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Entre as duas doses, é necessário que os pacientes aguardem três meses entre uma aplicação e outra.
A Secretaria Municipal de Saúde adverte que crianças infectadas com dengue devem aguardar seis meses após a recuperação para iniciar o esquema vacinal. Caso o menor contraia a doença após a D1, o intervalo de três meses para a D2 não é alterado; no entanto, a D2 não deve ocorrer em um período inferior a 30 dias do início dos sintomas.
Documentos necessários
Para a vacinação é necessário apresentar documento original da criança/do adolescente, como RG ou certidão de nascimento, como também um documento original do responsável.
Contraindicações
- Hipersensibilidade à substância ativa
- Pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aqueles recebendo terapias imunossupressoras como quimioterapia ou altas doses de corticosteroides sistêmicos dentro de quatro semanas anteriores à vacinação.
- Pessoas com infecção por HIV sintomática ou infecção por HIV assintomática quando acompanhada por evidência de função imunológica comprometida;
- Grávidas ou lactantes.




