Nos últimos dias, o estado do Ceará tem enfrentado um fenômeno que envolve o céu em uma névoa cinzenta, consequência das queimadas que devastam o Norte do Brasil. Esse evento tem provocado na população cearense sintomas como tosse, olhos secos, dificuldade para respirar, alergias na pele e até sangramentos nasais.
Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos (Funceme), outro agravante é a baixa umidade relativa do ar, que facilita o transporte de aerossóis, além das queimadas que atingem a Amazônia e o Pantanal desde a última sexta-feira (16).
De acordo com o médico pneumologista Jo ocer sousa, “a fumaça contém partículas de diversos poluentes, principalmente oriundo de produtos de combustão, que podem funcionar como irritantes das vias aéreas e causar sintomas de estresse nas rotas respiratórias ou piorar as doenças existentes.”
Queimadas no Brasil
Além do Ceará, a fumaça das queimadas já atingiu os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Rondônia, o oeste do Paraná, parte de Minas Gerais e trechos de São Paulo e Amazonas.
As queimadas que ocorrem no continente africano também podem influenciar na presença de fumaça e de material particulado em algumas regiões, sendo transportadas pelo vento de Leste sobre o Oceano Atlântico na direção Nordeste do Brasil.
Cuidados e Prevenção
Dr. Jo ocer alerta para a piora de sintomas em pessoas que já possuem problemas respiratórios e alergias. “Nas pessoas que já possuem doenças inflamatórias crônicas de vias aéreas como asma, bronquite, rinite alérgica e doenças infecciosas, como sinusite, a irritação causada pelas partículas pode em alguns casos provocar uma piora dos sintomas. Os mais comuns são tosse e sensação de falta de ar.”
Nesses casos, além da hidratação e lavagem nasal, o especialista sugere o uso de máscara, mas adverte que, a depender do modelo, o material pode não reter todas as partículas poluentes na atmosfera.



