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Ceará

‘Eu gritei de ódio, bati pouco’, diz jovem envolvida em briga de academia em Fortaleza

Por José Gabriel Herculino
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 4 mins
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Segunda a jovem, a confusão começou no momento em que ela e o amigo estavam usando uma cadeira extensora, durante treino nesta segunda-feira (11). Foto: Reprodução/Redes sociais

CASO DE HOMOFOBIA | Uma briga física em uma academia de Fortaleza repercutiu nas redes sociais nesta semana. Uma das envolvidas nas agressões, a assistente social Letícia Holanda, publicou um pronunciamento e explicou que estava tentando defender sua honra e a de seu amigo, vítima de insultos homofóbicos. 

Segunda a jovem, a confusão começou no momento em que ela e o amigo estavam usando uma cadeira extensora, durante treino nesta segunda-feira (11). 

“Ele perguntou quantas faltava para a gente acabar e eu respondi que faltavam duas. Aí ela questionou: ‘faltam duas?’ Só que depois vagou outra cadeira e eu achei que tinha ficado tudo bem e a gente poderia terminar a nossa série”, disse.

Momentos depois, ainda segundo Letícia, a mãe da outra envolvida também perguntou sobre o equipamento. Nesse momento, iniciou-se os insultos e um bate-boca.

“Ela me chamou de gorda, chamou meu amigo de gordo, chamou meu amigo de viado, disse que ele era gigolô e por isso viado tinha que morrer. No fim, ela começou a xingar mais ainda meu amigo, começou a ser homofóbica”, contou. “Depois ela ficou na frente do aparelho dizendo que a gente não ia mais fazer. Levantei, disse que ela não ia falar daquele jeito com o meu amigo e ela pediu para eu calar ela”, relatou a jovem.

Conforme o relato, a outra jovem partiu para cima e ela teve de se defender. “A menina veio para cima de mim para me bater. Quando ela levantou a mão, eu já puxei o cabelo dela. Ela chamou meu amigo de ‘gigolô’, disse que ele era bancado e falou que a academia só tinha pobre, gordo e viado”, contou.

Após a briga, os envolvidos deixaram o estabelecimento. Testemunhas que filmaram o ocorrido publicaram imagens da confusão durante a semana.

A reportagem procurou a mulher envolvida nas denúncias por meio de redes sociais, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.

Emerson Rodrigues, de 22 anos, o amigo de Letícia, registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) contra as duas outras envolvidas. A Polícia Civil do Ceará (PCCE) investiga o caso.

Academia diz que ‘não comentará sobre os detalhes do caso’

A Max Forma Academia informou, por nota, que tomou conhecimento da briga, mas disse que não comentará detalhes sobre o caso. A academia informou que “preza pela segurança, bem-estar e respeito entre todos os seus frequentadores e reforça que episódios de comportamento inadequado são tratados com seriedade e responsabilidade”.

“Continuamos comprometidos em oferecer um ambiente seguro e acolhedor para todos os nossos alunos e reforçaremos nossas diretrizes de convivência para prevenir situações semelhantes no futuro, bem estamos a disposição das autoridades competentes”, diz comunicado.

Veja a nota da Max Forma na íntegra

A MaxForma Academia informa que tomou conhecimento de um incidente ocorrido entre alunos em suas dependências na última segunda-feira. 

A academia preza pela segurança, bem-estar e respeito entre todos os seus frequentadores e reforça que episódios de comportamento inadequado são tratados com seriedade e responsabilidade. Ressaltamos que nenhum membro de nossa equipe esteve envolvido no ocorrido. 

Para preservar a privacidade dos envolvidos e respeitar as devidas apurações, a Academia não comentará sobre os detalhes do caso. 

Continuamos comprometidos em oferecer um ambiente seguro e acolhedor para todos os nossos alunos e reforçaremos nossas diretrizes de convivência para prevenir situações semelhantes no futuro, bem estamos a disposição das autoridades competentes. 

Agradecemos a compreensão.

Polícia civil informa que investiga o crime

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informa que investiga um crime de homofobia ocorrido na noite dessa segunda-feira (11), em um estabelecimento comercial localizado no bairro Aldeota – Área Integrada de Segurança 1 (AIS 1) de Fortaleza. Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado nessa terça-feira (12), por meio da Delegacia Eletrônica (Deletron), e transferido para a Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Intolerância Religiosa ou Orientação Sexual (Decrin), unidade especializada da PCCE que realiza diligências e apura o caso.

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