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O que se sabe sobre o bolo que matou três e mantém dois internados no Rio Grande do Sul

Por José Gabriel Herculino
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 3 mins
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A Polícia Civil do estado trabalha com duas hipóteses: intoxicação alimentar ou envenenamento. Foto Divulgação/Polícia Civil

Um bolo tem intrigado a polícia. Uma família do município de Torres, no Rio Grande do Sul, passou mal após comê-lo durante uma confraternização de Natal, e teve que procurar atendimento em um hospital no litoral gaúcho. Três pessoas não resistiram. duas seguem internadas – entre elas, a mulher que fez o bolo.

Maida Flores da Silva, de 58 anos, foi a primeira a morrer. Além da professora aposentada, outras cinco pessoas comeram o bolo. A irmã de Maida, Zeli, que segundo a polícia foi quem preparou a sobremesa, segue internada.

Outra irmã, Neusa dos Anjos, de 65 anos, e a filha dela, Tatiana dos Santos, de 43 anos, também morreram. O sobrinho-neto de Zeli, de 10 anos, continua internado. E o marido de uma das irmãs também chegou a ser hospitalizado, mas já recebeu alta.

O velório das vítimas foi realizado em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. Uma parte da família morava na cidade até maio, quando foi atingida pelas enchentes históricas no RS e mudou para o litoral norte gaúcho, onde o bolo foi preparado.

Segunda uma amiga de Maida, o bolo era uma tradição da família. “Um bolo de reis, que elas faziam sempre, sempre, sempre. E aí foi feito até dois. A Maida fez um na casa dela e a irmã fez o outro, mas é no outro que deu o problema”, contou a comerciante Denise Teixeira Gomes ao Jornal Nacional.

A Polícia Civil do estado trabalha com duas hipóteses: intoxicação alimentar ou envenenamento. Material genético das pessoas que morreram foi coletado e o bolo está sendo periciado pela polícia, além da casa onde ele foi feito e o apartamento onde  foi consumido.

“Nós temos informações, inclusive, que tinha uma maionese lá que estava vencida há um ano. Havia de fato produtos vencidos na residência. Foi encontrado um frasco, um remédio, que não é tarja preta. Mas é um remédio que dentro dele deveria haver cápsulas. E não havia cápsulas, havia um líquido branco. E esse líquido branco será periciado também para ver se será encontrada alguma substância que possa ter sido utilizada. Foi encontrado na residência em Arroio do Sal, um inseticida, mas um inseticida que não tinha muito cheiro, que não é muito característico de inseticida”, diz o delegado Marcos Vinícius Veloso, ao JN.

O marido de Zeli, a mulher que fez o bolo, morreu em setembro, supostamente por intoxicação alimentar. Agora, a polícia vai pedir a exumação do corpo dele para investigar se esses dois casos tem algum tipo de relação.

“Com a perícia lá no local onde ele foi enterrado, para que ele seja submetido a algum exame para ver se nós podemos encontrar algo – seja veneno, seja alguma outra substância, para verificar as circunstâncias da morte desse senhor também”, completa o delegado.

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