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Política

AGU cobra explicações da Meta sobre mudanças na checagem de fatos

Por Iôrran Freire
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 3 mins
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A notificação trouxe à tona uma série de mudanças na política de moderação de conteúdos da Meta, como a associação de pessoas LGBTQIAPN+ a ‘transtornos mentais’. Foto: Renato Menezes/AscomAGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou, nesta quinta-feira (9), a Meta, empresa responsável pelas plataformas Facebook, Instagram e Threads, solicitando esclarecimentos sobre o encerramento do programa de checagem de fatos nas redes sociais. 

A AGU estabeleceu um prazo de 72 horas para que a companhia forneça as informações requisitadas, com a data limite para resposta marcada para a próxima segunda-feira (13), no período da tarde.

A ação do órgão ocorre após o término do programa de verificação de informações, fundamental para combater a disseminação de notícias falsas nas plataformas da Meta.

Em sua notificação à Meta, os advogados da União solicitaram informações detalhadas sobre as medidas adotadas pela empresa em relação à proteção de direitos fundamentais nas suas plataformas, como a prevenção de violência de gênero, o cuidado com crianças e adolescentes, o combate ao racismo e à homofobia, além de ações contra discursos de ódio, suicídio e outros temas sensíveis.

A entidade jurídica também solicitou esclarecimentos sobre a metodologia adotada pela empresa de Mark Zuckerberg para a checagem de desinformação, questionando especificamente se será divulgado um relatório de transparência sobre o processo de verificação de conteúdo realizado por meio das “notas da comunidade”, um método recentemente implementado pela rede social X, de Elon Musk.

O que diz a notificação

A notificação trouxe à tona uma série de mudanças na política de moderação de conteúdos da Meta, como a associação de pessoas LGBTQIAPN+ a ‘transtornos mentais’, o que autoriza “alegações de doença mental ou anormalidade quando baseadas em gênero ou orientação sexual”.

A Meta também passou a aceitar discursos políticos e religiosos sobre transsexualidade e homossexualidade, além do uso comum e não literal de termos como “esquisito”, o que levanta preocupações sobre os discursos prejudiciais.

Além disso, a AGU menciona alterações em outras diretrizes, incluindo a flexibilização de regras relacionadas ao discurso de ódio e a restrição de acesso a espaços com base em gênero ou sexo. A notificação também chama atenção para a remoção de um trecho importante que anteriormente proibia a desumanização de mulheres, o que, segundo o órgão, enfraquece a proteção de direitos fundamentais no ambiente digital.

“Manifestações em plataformas digitais não podem ser realizadas para gerar desinformação sobre políticas públicas nem minar a legitimidade das instituições democráticas, nem causar pânico na população”, afirma a AGU. 

Em sua argumentação, o órgão ressalta que a disseminação de informações falsas, desinformação e discursos de ódio comprometem a confiança nas instituições democráticas, enfraquecendo o ambiente político e social.

Os advogados da União afirmam ainda que a atuação da Meta no Brasil, por meio de suas novas diretrizes, pode configurar violação de direitos fundamentais e desrespeito à legislação brasileira. A instituição reforça a necessidade de total conformidade com a Constituição Federal e com as leis do País.

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