Na Grande São Luís, no Maranhão, choveu cerca de 25% do que era previsto para todo o mês de janeiro, segundo o Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). A área atingida compreende além da Capital, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.
Ao todo, foram registrados cerca de 60,6 mm de água da meia-noite até as 9h da manhã desta terça-feira (14), o que significa que caiu o equivalente de 60,6 litros de água por metro quadrado. A causa do temporal, contudo, não foi considerada uma surpresa.
“É o sistema que todo ano acontece, é o principal sistema causador de chuva, chamado de ‘Zona de Convergência Intertropical’, a famosa ZCIT, que atua nesse período aqui até meados de abril e início de maio. Depende se o Atlântico Sul está mais quente ou não, se perdura até mais tempo. Esse é o principal sistema causador de chuvas aqui no setor norte do Maranhão, incluindo a ilha de São Luís. Ele [ZCIT] é responsável por cerca de 70% das chuvas que ocorrem ao longo do ano”, explicou o meteorologista Gunter Reschke.
As fortes chuvas causaram transtorno em todas as regiões de São Luís no início desta terça (14), especialmente as áreas próximas às aos rios que cortam a ilha, onde diversos casos de transbordamentos foram registrados.
O acúmulo de água, agravado por problemas de drenagem, deixou ruas e avenidas alagadas, dificultando o trânsito de veículos e pedestres.
A Avenida Guaxenduba, próximo ao Mercado Central, foi um dos pontos mais críticos de alagamento, que já enfrenta o problema há anos. Nesta manhã, uma equipe da TV Mirante registrou um grupo de pessoas tentando atravessar a avenida, que estava totalmente alagada.
Em outra avenida da Capital, a Jerônimo de Albuquerque, uma árvore caiu e ocupou metade da via.
Em nota enviada ao portal g1, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) disse que choveu mais do que o volume previsto pelos órgãos e monitoramento para esta terça, e que equipes já foram acionadas para atuar nos pontos com ocorrência de alagamento.
A Semosp comunicou ainda que a árvore caída na Jerônimo de Albuquerque deve ser retirada ainda na manhã desta terça.
Recomendações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)
- Evite se abrigar debaixo de árvores, pois há leve risco de queda de galhos e descargas elétricas.
- Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
- Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
- Evite estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
- Desligue aparelhos elétricos e, se possível, o quadro geral de energia.




