Cerca de 83% dos cearenses são favoráveis à proibição total ou parcial dos celulares nas escolas. Desses, 39% defendem que os celulares sejam totalmente proibidos, enquanto 44% acreditam que o uso deve ser restrito à sala de aula, podendo ser permitido durante o recreio.
Outros 16% dos entrevistados acham que os aparelhos devem ser autorizados e 1% não souberam ou não quiseram responder. O levantamento no Ceará, realizado pelo Instituto Opnus e divulgado pelo jornal Diário do Nordeste, foi realizado com a população de 16 anos ou mais de diversas regiões do Estado, sendo 54% mulheres e 46% homens entre os entrevistados.
Entre as mulheres, 85% avaliam que devem ser proibidos. Das que defendem a proibição, 43% acreditam que devem ser totalmente proibidos e 43% permitidos no recreio. Um total de 14% opinam que devem ser permitidos.
Entre os homens, 81% avaliam que devem ser proibidos. Desses, 36% acreditam que devem ser totalmente proibidos e 45% permitidos no recreio. Já 18% opinam que devem ser permitidos. A pesquisa, realizada entre os dias 12 e 20 de janeiro de 2025, ouviu 4.000 cearenses.
Conforme o levantamento, o apoio à proibição entre os cearenses cresce proporcionalmente de acordo com o avanço das idades. Entre o público de 16 a 24 anos, 64% avaliam que os celulares devem ser proibidos. De 25 a 34 anos, por sua vez, o número já aumenta para 80%. Entre o público idoso, de 60 anos ou mais, 92% avaliam que os celulares devem ser proibidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o projeto de lei que proíbe o uso de celulares nas escolas no dia 13 de janeiro deste ano. O texto, aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado, determina que aparelhos eletrônicos ficam proibidos nas escolas públicas e privadas.
A Lei 15.100/2025, conforme o Governo Federal, deve ainda ser regulamentada até o dia 13 fevereiro, por meio de decreto. Com isso, será definido a aplicação prática da norma nas instituições de ensino.




