Nesta semana, o incêndio da Boate Kiss completou 12 anos. A tragédia na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, entraria para a história no Brasil, com 242 mortes e mais de 600 feridos. O incêndio foi um dos piores desastres da história do Brasil. A tragédia expôs falhas na segurança e na fiscalização de estabelecimentos públicos, e levou a uma série de mudanças na legislação.
Homenagens foram realizadas pela Associação de Familiares das Vítimas e pelo Coletivo Kiss, com o apoio da prefeitura de Santa Maria. Na noite do último domingo, ocorreu uma vigília na Praça Saldanha Marinho. Em seguida, uma caminhada silenciosa percorreu a avenida Rio Branco até o local onde funcionava a boate, e que hoje está sendo construído um memorial.
O caso enfrentou diversos desdobramentos na Justiça, sendo os exs-sócios, Mauro Londero Hoffmann e Elissandro Callegaro, e os ex-integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos, os principais alvos da investigação.
Em 2019, após reviravoltas judiciais, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que os quatro acusados seriam levados a júri popular. Em dezembro de 2021, o julgamento resultou em condenações por dolo eventual, com penas que variavam entre 18 e 22 anos e 6 meses de prisão.
Em 2022, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anulou o julgamento, sob alegações de irregularidades no processo. Entretanto, em 2024, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, derrubou as decisões anteriores que haviam anulado o júri. Com isso, os envolvidos retornaram à prisão.
No próximo dia 3 de fevereiro a 2ª Turma do STF avaliará se mantém ou revoga a decisão do ministro Dias Toffoli, que validou o júri e determinou a prisão dos quatro acusados.
A tragédia ensejou produções sobre o caso, entre elas o famoso livro da jornalista brasileira Daniela Arbex, intitulado “Todo Dia a Mesma Noite”, lançado em 2018. Mais tarde, em 2023, a obra seria inspiração para uma série produzida pela Netflix batizada com o mesmo nome.




