No último trimestre de 2024, o número de empregos com carteira assinada no setor privado alcançou um recorde de 39,2 milhões. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse resultado representa um aumento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, o Brasil registrou uma taxa média de desemprego de 6,6% em 2024, o menor índice desde o início da série histórica da Pnad, em 2012, consolidando uma melhora no mercado de trabalho.
A pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que: “Desde 2022, a gente vem registrando, para todos os trimestres, uma expansão anual significativa da população com carteira assinada. Tivemos uma queda importante no ano de 2020, por conta da pandemia. Essa população já começa a se recuperar no final do ano de 2021, se recompõe em 2022. E, mesmo após sua recomposição, segue crescendo em 2023 e 2024. A gente não para apenas na recuperação das perdas de 2020, mas segue em expansão.”
Dados da Pnad
A Pnad Contínua indicou que a população ocupada no Brasil cresceu 2,8% em 2024, alcançando 103 milhões de pessoas no último trimestre. Adriana Beringuy destacou que, durante a pandemia, o número de ocupados caiu para 83 milhões, mas o país se recuperou e adicionou quase 20 milhões de vagas. O crescimento ocorreu em setores como indústria (3,2%), construção (5,6%) e comércio (2,8%).
Outros setores, como transporte (5,2%), alojamento e alimentação (4,2%), e atividades financeiras (3,7%) também viram aumento de postos de trabalho. A administração pública, saúde e serviços sociais cresceram 3,8%. O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas empregadas na população em idade ativa, chegou a 58,7% – 1,1 ponto a mais do que em 2023.
Em 2024, também houve redução no número de desalentados. Esse grupo é formado por pessoas que desejam trabalhar, mas abandonaram a busca por emprego devido a diversos fatores, como a crença de que não conseguiriam uma vaga, a escassez de oportunidades ou a falta de qualificação.




