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Tumba de Cleópatra está prestes a ser encontrada por arqueóloga dominicana

Por Iôrran Freire
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 3 mins
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Ao longo dos anos, as escavações revelaram uma série de artefatos. Foto: Reprodução/Instagram @drkathleenmartinez

Reza a lenda que Cleópatra teria dito que nenhum homem encontraria sua tumba. No entanto, ela não disse nada sobre uma mulher. Há mais de duas décadas, a arqueóloga dominicana Kathleen Martínez se dedica a resolver um dos maiores mistérios da história: onde está o túmulo da última rainha do Egito?

Indo ao contrário da teoria que aponta Alexandria como o local do sepultamento, Martínez acredita que o corpo de Cleópatra e o de seu amante, Marco Antônio, foram enterrados no Templo de Taposiris Magna, a aproximadamente 45 km da antiga cidade.

Segundo a arqueóloga, a egípcia teria tomado a decisão estratégica de esconder seu túmulo para preservar seu legado e evitar qualquer tipo de profanação. Ao longo dos anos, as escavações revelaram uma série de artefatos, como 500 moedas com a imagem e nome da rainha, 20 múmias e 1.800 peças arqueológicas.

Entre as descobertas mais importantes, estão túneis subterrâneos que se estendem por mais de 1km até o Mar Mediterrâneo. Essas passagens indicam que a área foi parcialmente submersa por desastres naturais, como terremotos e tsunamis, entre os séculos passados. 

Para aprofundar as investigações sobre a região, Martínez contou com a colaboração do renomado arqueólogo marinho Robert Ballard, conhecido mundialmente por ter encontrado os destroços do Titanic.

Descobertas

A primeira pista surgiu após Martínez descobrir, através de antigos artigos de arqueólogos, que após a morte de Marco Antônio, Cleópatra foi visitá-lo e voltou no mesmo dia. 

Esse fato fez com que a arqueóloga conseguisse delimitar um perímetro de 100 km ao redor do Palácio Real de Alexandria, que posteriormente foi reduzido para 45 km. 

O Templo de Taposiris Magna, localizado dentro dessa área, era, em teoria, dedicado a Osíris, o deus consorte de Ísis, deusa que Cleópatra acreditava ser sua reencarnação. No entanto, para que os egiptólogos autorizassem as escavações, ela precisou de mais do que apenas uma intuição sobre o local. 

A descoberta da placa de fundação do templo foi crucial para a comprovação de que o centro religioso havia sido erguido em homenagem à última rainha.

Quem foi Cleópatra

A última rainha do Egito ascendeu ao trono aos 18 anos, após a morte de seu pai, Ptolomeu XII, e governou por 21 anos. Durante seu reinado, a monarca formou alianças estratégicas com importantes líderes romanos, como Júlio César, com quem teve um filho, e Marco Antônio, ampliando sua influência política.

Segundo a tradição, Cleópatra morreu em 30 a.C., aos 39 anos, após a derrota de Marco Antônio pelas tropas de Otávio Augusto. Para não se tornar um brinquedo nas mãos do novo conquistador, a rainha tirou sua própria vida, deixando-se ser picada por uma cobra venenosa.

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