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Ceará tem menor taxa de desemprego desde 2012, diz IBGE

Por UrbNews
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 5 mins
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Além do Ceará, outras treze unidades da federação atingiram a menor taxa anual de desocupação de sua série histórica na pesquisa. Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O Ceará atingiu a menor taxa de desemprego de sua série histórica desde o ano de 2012, com um índice de 7% no ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (14). Porém, o estado se encontra entre as menores média anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos com o resultado de R$ 2.071. 

O governador do Ceará, Elmano de Freitas celebrou a redução no índice de desemprego. “Desemprego continua em queda no Ceará! O nosso estado já pode pedir música no Fantástico! Pela terceira vez consecutiva, apresentou queda na taxa de desemprego, registrando o menor índice do Nordeste. Isso comprova: o Ceará é a terra das oportunidades, com cada vez mais trabalho para o nosso povo”, escreveu nas redes.

Ainda de acordo com o governador “seguiremos firmes na missão de atrair, com uma política de incentivos consistente, mais empresas e ampliar as já instaladas em nosso estado.”

As maiores taxas registradas no país foram obtidas na Bahia (10,8%), Pernambuco (10,8%) e Distrito Federal (9,6%). Já as menores ficaram com Mato Grosso (2,6%), Santa Catarina (2,9%) e Rondônia (3,3%). De acordo com o detalhamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Contínua (Pnad), referente ao último trimestre de 2024.

O dado divulgado pelo IBGE, traz um panorama da composição da menor taxa de desemprego da série iniciada em 2012, de 6,6% no ano passado.

Além do Ceará, outras treze unidades da federação atingiram a menor taxa anual de desocupação de sua série histórica na pesquisa: Rio Grande do Norte (8,5%), Amazonas (8,4%), Amapá (8,3%), Alagoas (7,6%), Maranhão (7,1%), Acre (6,4%), São Paulo (6,2%), Tocantins (5,5%), Minas Gerais (5,0%), Espírito Santo (3,9%), Mato Grosso do Sul (3,9%), Santa Catarina (2,9%) e Mato Grosso (2,6%).

A taxa média anual de subutilização para o Brasil ficou em 16,2%. O Piauí (32,7%) teve a maior taxa, seguido por Bahia (28,9%) e Alagoas (26,4%), enquanto as menores taxas anuais foram de Santa Catarina (5,5%), Rondônia (7,0%) e Mato Grosso (7,7%).

Já a taxa média anual de informalidade para o país foi de 39% da população ocupada. As maiores médias anuais ficaram com Pará (58,1%), Piauí, (56,6%) e Maranhão (55,3%) e as menores, com Santa Catarina (26,4%), Distrito Federal (29,6%) e São Paulo (31,1%).

A média anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.225. As maiores médias foram do Distrito Federal (R$ 5.043), São Paulo (R$ 3.907) e Paraná (R$ 3.758). As menores médias foram de Maranhão (R$ 2.049), Ceará (R$ 2.071) e Bahia (R$ 2.165).

No quarto trimestre, 73,4% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. As Regiões Norte (60,3%) e Nordeste (58,1%) apresentaram as menores estimativas desse indicador. Entre as unidades da federação, as maiores taxas foram registradas em Santa Catarina (87,9%), São Paulo (81,2%) e Rio Grande do Sul (79,9%). Já Piauí (50,9%), Maranhão (52,3%) e Pará (54,4%) foram os estados com menor parcela de empregados com carteira assinada.

Mulheres estão mais desempregadas

A taxa de desocupação por sexo foi de 5,1% para os homens e 7,6% para as mulheres no quarto trimestre de 2024. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,9%) e acima para os pretos (7,5%) e pardos (7,0%).

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (10,3%) foi maior do que as dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 6,6%, o dobro da verificada para o nível superior completo (3,3%).

No quarto trimestre de 2024, cerca de 1,4 milhão de pessoas buscavam trabalho há dois anos ou mais, o que equivale a 20,1% da população desocupada. Esse contingente caiu 8,6% em relação ao mesmo período de 2023, quando havia 1,8 milhão de pessoas nessa situação. Outros 3,3 milhões, ou 47,9% dos desocupados, estavam em busca de uma vaga entre um mês a menos de um ano. Esse grupo caiu 13,0% frente ao quarto trimestre de 2023.

No país, o rendimento médio habitual foi de R$ 3.315 no quarto trimestre de 2024. Este resultado apresentou crescimento tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 3.268) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 3.178).

Na comparação entre o terceiro trimestre de 2024 e o quarto trimestre de 2024, a Região Sul foi a única a apresentar expansão estatisticamente significativa do rendimento (de R$ 3.611 para R$ 3.704), enquanto as demais permaneceram estáveis. Em relação ao quarto trimestre de 2023, foi observada expansão nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul e estabilidade nas demais regiões.

Estimada em R$ 339,5 bilhões, a massa de rendimento médio real de todos os trabalhos do país registrou crescimento tanto frente ao trimestre anterior (R$ 332,0 bilhões) quanto quando comparada ao quarto trimestre de 2023 (R$ 316,1 bilhões).

Regionalmente, a Região Sudeste mostrou a maior massa de rendimento real ao longo da série histórica, tendo registrado 172,7 bilhões de reais no 4º trimestre de 2024. Na comparação com o 4º trimestre de 2023, a Região Centro-Oeste apresentou estabilidade e as demais regiões tiveram crescimento.

*Com informações de Júlia Moura, da Folhapress

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