Com seu estilo que vai alternando o canto com comentários e conversa com o público do asfalto e dos camarotes, Bell Marques não perdeu seu bom humor mesmo com o atraso de mais de uma hora na sua apresentação no circuito Dodô, no trajeto Barra-Ondina, neste domingo (2), no Carnaval de Salvador.
Com o atraso, Bell foi se desculpando com imprensa e convidados, dizendo que não poderia parar o trio para conversar. Enquanto isso, ia cantando e lendo também agradecimentos e mensagens do público em cartazes.
Além do atraso do trio, Bell chegou a parar a apresentação ao ver uma briga. “Ô, véio, a polícia junto de você”, reclamou Bell com um folião. Foi então que ele interrompeu tudo, momentaneamente. “Guentou”, disse Bell para sua banda, que parou a música.
“Não, véi, isso aqui eu não permito, não. Você de chapéu preto, suma daqui”, ordenou Bell, no único momento em que perdeu seu bom humor.
O público vaiou o brigão e, logo depois, Bell retomou sua apresentação, com sua inconfundível bandana que lhe dá ares de pop star.
“Obrigado, se eu parar, para ele arrastar de novo… Beijo, viu? Aqui é a locomotiva do Camaleão, meu irmão”, disse Bell, puxando o tradicional Bloco Camaleão.
“Galera, me desculpe, mas agora, se eu parar, para arrancar essa locomotiva de novo…”, explicava Bell.
“Abra a corda que eu vou segurar aqui, agora”, comandava o ex-vocalista do Chiclete com Banana para administrar o aperto do bloco que teve todos abadás vendidos, como é de costume.
“É isso que eu ia, falar: por que isso? Olho vivo aqui e agora, comigo. Aproveita a patrulha e vai abrindo aqui, devagarinho, pedindo licença, olho vivo. Apertou demais o bloco aqui”, disse o cantor, tentando organizar o avanço do bloco, na orla do mar da Bahia, repleto de lanchas para alguns felizardos acompanharem a folia.
“É, tá muito cheio. Mas na hora que vocês vêem os homens, todo mundo fica preocupado”, brincou Bell, se referindo aos policiais. “Vamo abrir, vamo abrir, tô olhando vocês”, dizia Bell à medida que ia identificando foliões com dificuldades. “Vai pedindo licença e vai abrindo.”
“Eu não vou poder parar”, repetia Bell para os camarotes e a imprensa. “Tá muito cheia a rua”, dizia Bell.
E no clima do Oscar, a bandeira do Brasil com o rosto de Fernanda Torres era agitada por uma foliã.
*Com informações de Lucas Fróes, da Folhapress




