Play Video
Política

Governo precisa cortar R$ 15 bi para destravar Orçamento, diz relator

Por UrbNews
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 4 mins
Compartilhe a notícia:
Senador Ângelo Coronel (PSD-BA), relator da LOA 2025. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O relator do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2025, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), disse nesta terça (11) que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa indicar o corte de cerca de R$ 15 bilhões para que o texto possa ser finalizado e votado na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, depois, no plenário do Congresso.

A cifra considera cerca de R$ 3 bilhões que faltam para atender o programa Vale-Gás, pois o texto enviado pelo governo em 2024 considerou apenas R$ 600 milhões em despesas, e aproximadamente R$ 12 bilhões para incluir o programa Pé-de-Meia no Orçamento.

Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, disse, também nesta terça, que a Casa Civil e o Ministério do Planejamento ainda avaliavam como seria a inclusão das despesas com o Pé-de-Meia no Orçamento, conforme decisão do Tribunal de Contas da União, que em fevereiro deu 120 dias para que o governo formalizasse essa despesa na lei.

O governo tem pressa para destravar a aprovação da LOA. A tramitação do texto atrasou em meio à crise das emendas que praticamente paralisou os trabalhos nas duas Casas no ano passado. A Lei de Diretrizes Orçamentárias, que deve ser votada antes do recesso do meio do ano, só foi aprovada em dezembro.

O pacote de corte de gastos, enviado pelo governo em novembro, também embaralhou as negociações e Coronel deixou a finalização de seu relatório para este ano.

Sem a LOA, parte da execução orçamentária fica travada. O pagamento dos reajustes salariais acordados com os servidores em 2024 é um dos afetados pela execução provisória do Orçamento. Durante a terça-feira, entidades sindicais federais fizeram protestos cobrando a votação do texto.

Antes de se reunir na CMO, Ângelo Coronel esteve com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). “Chegamos à conclusão de que foi ajustada a questão das emendas e que agora é atender essas mudanças que o governo propõe.”

Há expectativa que o governo envie ainda nesta terça ao Congresso um ofício com a indicação de quais despesas serão cortadas do texto enviado em agosto do ano passado. O relator também não descarta que seja necessário ajustar o impacto do salário mínimo sobre os gastos sociais e a incorporação do que foi aprovado no pacote do corte de gastos.

Na quarta (12), o relator do Orçamento terá pelo menos duas reuniões com o governo, uma com Rui Costa, ministro da Casa Civil, e outra com Gleisi Hoffmann, recém-empossada na Relações Institucionais. Randolfe e o senador Jacques Wagner, líder do governo no Senado, devem participar de ambas. Eles também deverão se reunir pela manhã, segundo Randolfe, com Alcolumbre. Em todos esses encontros, a pauta será a conclusão do Orçamento.

Ângelo Coronel defendeu nesta terça o adiamento da votação do texto. Segundo ele, o prazo maior foi importante para que seja finalizado sem pendências e que as consultorias possam calcular exatamente o aumento nas despesas e receitas.

“O governo passou [a economia] de aproximadamente uns R$ 14 bilhões com esse pacote fiscal. Evidentemente, isso é uma projeção do governo. A nossa equipe econômica está também se debruçando nos valores para ver a necessidade de corte do Orçamento, já que também houve esse acréscimo de receita”, disse o senador.

Esse encontro de contas, segundo o relator, vai depender do que o governo apontar e do que os técnicos da comissão calcularem. Algumas estimativas falam em R$ 20 bilhões a mais com a atualização total do texto considerando as novas despesas, o salário mínimo, a inflação e os juros.

“A obrigação da peça orçamentária é do Poder Executivo. O governo é quem tem que mandar, já dentro de suas previsões as despesas e receitas para o exercício seguinte, não é o Parlamento quem vai dizer, cortar a seu bel prazer”, afirmou Ângelo Coronel.

O relator disse que espera concluir seu relatório nos próximos dias e combinou com os demais parlamentares da CMO que o texto será disponibilizado no sistema à meia-noite de domingo, para que o prazo para apresentar destaques comece a correr.

Na CMO, o projeto da LOA deve ser votado até quarta-feira (19) da próxima semana.

FERNANDA BRIGATTI, da Folhapress

147
Compartilhe

Assuntos

Notícias relacionadas

Brasil, futebol feminino
Futebol Feminino
Futebol Feminino: Brasil e Estados Unidos fazem amistoso no Castelão em junho
Carla Zambelli tem novo pedido de extradição aceito pela justiça italiana por porte ilegal de arma
Política
Carla Zambelli tem novo pedido de extradição aceito pela justiça italiana por porte ilegal de arma
NOTÍCIAS-22 (63)
Economia
Governo Lula projeta salário mínimo em R$ 1.717 em 2027
Brasil, futebol feminino
Futebol Feminino
Futebol Feminino: Brasil e Estados Unidos fazem amistoso no Castelão em junho
Carla Zambelli tem novo pedido de extradição aceito pela justiça italiana por porte ilegal de arma
Política
Carla Zambelli tem novo pedido de extradição aceito pela justiça italiana por porte ilegal de arma
NOTÍCIAS-22 (63)
Economia
Governo Lula projeta salário mínimo em R$ 1.717 em 2027
Moraes é ministro do STF mais conhecido, enquanto Mendonça e Cármen têm melhor avaliação, mostra pesquisa
Política
Moraes é ministro do STF mais conhecido, enquanto Mendonça e Cármen têm melhor avaliação, mostra pesquisa

Inscreva-se em nossa Newsletter!

A forma mais rápida de manter-se atualizado.
Receba as notícias mais recentes, de segunda a sexta-feira, diretamente na sua caixa de e-mail.