A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) se defendeu após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmar que ela teria contribuído para a sua derrota nas eleições de 2022, por causa do episódio em que perseguiu armada um eleitor de Lula (PT), em São Paulo.
“Não acho justa. Eu sempre o defendi, estou com depressão, sendo julgada, e no pior momento ele falar dessa forma é trazer muito peso para as minhas costas”, declarou a parlamentar, nesta terça-feira (25), ao blog da jornalista Andréia Sadi, no site g1.
“Imagina o que é, para a cabeça de uma deputada, ser culpada pela eleição de um país por ter se defendido de quatro homens que me cuspiram, xingaram e empurraram? Eu tinha porte federal e houve um tiro, que achei que tinha pego no policial”, continuou. A versão de Zambelli de que teria apenas reagido, contudo, não foi atestada durante as investigações.
Zambelli rebateu Bolsonaro poucas horas depois do ex-mandatário afirmar, durante uma entrevista ao podcast “Inteligência Ltda”, que ela “tirou o mandato” de sua chapa nas eleições de 2022.
“Aquela imagem da Carla Zambelli da forma que foi usada, perseguindo o cara lá. Teve gente [que pensou]: ‘Olha, o Bolsonaro defende o armamento’. Mesmo quem não votou no Lula, anulou o voto. Carla Zambelli tirou o mandato da gente”, avaliou Bolsonaro.
A alegação de Bolsonaro coincide com o momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa o episódio. Zambelli é acusada por dois crimes: porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Até agora, seis ministros já votaram para que ela seja condenada. A pena abrange a cassação do mandato e prisão de 5 anos e 3 meses.




