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Amiga de Francisco, freira quebra protocolo e se aproxima do caixão do papa durante velório

Por Iôrran Freire
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 3 mins
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A freira, pertencente à congregação das Pequenas Irmãs de Jesus, visitava Francisco regularmente às quartas-feiras. Foto: Reprodução/Vaticano

Em um momento carregado de emoção e simbolismo, a freira Geneviève Jeanningros, de 81 anos, rompeu o protocolo do Vaticano ao se aproximar do caixão do papa Francisco durante o velório do pontífice, nesta quarta-feira (23). Amiga pessoal do papa, Geneviève permaneceu em oração por vários minutos ao lado do corpo, chorando em silêncio, sem ser interrompida.

De acordo com as regras do cerimonial vaticano, apenas cardeais, bispos e membros da Cúria Romana têm autorização para prestar as primeiras homenagens diretas a um papa falecido. No entanto, a Guarda Suíça permitiu a entrada da religiosa em sinal de respeito à relação próxima que mantinha com Francisco. Segundo o jornal El Mundo, os guardas sabiam que o pontífice teria desejado sua presença ali.

A freira, pertencente à congregação das Pequenas Irmãs de Jesus, visitava Francisco regularmente às quartas-feiras. Em troca, o papa também comparecia a compromissos ligados ao trabalho social de Geneviève, especialmente com mulheres transgênero e trabalhadores de feiras na cidade de Óstia, região costeira próxima a Roma. Sua missão, desempenhada há 56 anos, sempre foi vista como reflexo do espírito acolhedor que marcou o pontificado de Francisco.

Entre os membros da Igreja, a amizade entre os dois era conhecida. Francisco costumava chamá-la carinhosamente de “enfant terrible”, expressão francesa para alguém irreverente, inovador ou fora dos padrões.

Um funeral marcado pela simplicidade

Assim como o gesto espontâneo da freira, o próprio funeral de Francisco rompe com algumas tradições papais. O pontífice, falecido na última segunda-feira (21), será sepultado em apenas um caixão de madeira revestido de zinco, recusando o tradicional conjunto de três urnas funerárias. 

Ele também será o primeiro papa em mais de um século a não ser enterrado no Vaticano. Sua última morada será a Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, túmulo que ele mesmo preparou em 2023.

A cerimônia de sepultamento está marcada para o próximo sábado (26), às 10h (5h em Brasília), no átrio da Basílica de São Pedro. A Missa das Exéquias dará início ao Novendiali, período de nove dias de luto e oração. Após os ritos solenes, o caixão será levado para a Santa Maria Maior, onde será realizada a cerimônia de sepultamento.

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